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Geração Alpha: nossos filhos e netos irão transformar a forma como trabalhamos e fazemos negócios

Por EDC Group | Publicado em 25/09/2023
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Nascido a partir de 2010, a geração Alpha ainda está em período de formação. Composta por indivíduos que são verdadeiros nativos digitais, essas crianças e adolescentes devem revolucionar a forma como consumimos, trabalhamos, contratamos e até mesmo enxergamos a vida. As características em comum que observamos hoje nos nossos filhos e netos serão as principais norteadoras para as estratégias de consumo e estruturações empresariais no futuro. 

Proficientes em plataformas digitais, esse grupo também é mais engajado com causas sociais, ambientais e comportamentais. Graças ao fenômeno da Internet, crescer conectado fez com que esses jovens pudessem se conectar com grupos e causas, o que despertou uma maior sensibilidade para discutir e levantar soluções para problemas sociais e de responsabilidade ambiental.  

Embora eles não sejam o público-alvo da maioria das companhias, é fato que devemos começar a entendê-los agora para garantir que no futuro nossas empresas e negócios estejam alinhadas com os valores dessa geração. Afinal, a projeção é que os Alphas se tornem o maior grupo geracional da história, somando mais de 2 bilhões de pessoas até 2024, de acordo com o estudo "Generation Alpha: understanding our children and helping them thrive". Ou seja, eles também serão a maior força de trabalho que já tivemos. 

Majoritariamente criados por pais millennials ou da Geração Z, esse grupo de indivíduos está crescendo com uma nova perspectiva de trabalho e vida. A geração Z, por exemplo, tem como uma de suas principais características a valorização da qualidade de vida, a fim de zelar por cargos mais flexíveis e adaptáveis. Para esse grupo, não basta um bom salário, os benefícios e formatos menos engessados tendem a ser os fatores decisivos para uma vaga. A tendência é que os Alphas incorporem essa postura e priorizem cada vez mais o equilíbrio.  

De acordo com o levantamento "Age of Values 2023" da agência americana de comunicação BCW 31% da Geração Z deseja viver uma "vida estimulante e aventureira", quase o dobro do índice dos Millenials, de 17%. A expectativa, é que os Alphas superem a Geração Z no que diz respeito a liberdade. Dentro do mundo corporativo, isso quer dizer que oferecer cargos com pouco dinamismo e planos hierárquicos de carreira muito morosos não chamará a atenção desse público.  

Se hoje já enfrentamos desafios para atrair os GenZ para o mundo corporativo, no futuro, teremos ainda mais dificuldade com os Alphas. Isso é, se não reformularmos a forma como estabelecemos a cultura das empresas. Esse grupo cresceu com experiências altamente personalizadas e integradas, graças ao ambiente digital. Portanto, garantir que esses indivíduos tenham uma jornada de trabalho personalizável e adaptável é uma necessidade.  

No que diz respeito a consumo, os itens e serviços altamente customizados também tendem a atrair esse público. Para que as empresas sejam consideradas no processo de compra, será imprescindível a estruturação de autenticidade e transparência. Negócios que demonstram um compromisso genuíno com causas sociais e ambientais têm mais chances de conquistar a confiança e a lealdade desse público e vagas em empresas com esse perfil também serão mais atrativas. 

Os Alphas são altamente criativos e valorizam trabalhos com propósito. Os moldes tradicionais de trabalho já estão sendo revogados pelas últimas gerações que estão no mercado. A expectativa é que no futuro as empresas e serviços utilizem como base esses valores tão discutidos entre as gerações. 

Já para as empresas que não utilizam a tecnologia como base de seu core bussiness e não estão dispostas a se adaptarem, os dias podem estar contados. Afinal, mais de 2,7 milhões de Alphas nascem toda semana no mundo. Eles ainda não têm poder de compra, tampouco são os candidatos dos recrutadores, entretanto, eles serão o maior grupo de consumidores e trabalhadores que já tivemos na história da humanidade. Você e seu negócio estão preparados para recebê-los?  

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Mais de 70% dos profissionais de TI já usam IA: de vilã com potencial de substituir colaboradores a uma eficiente assistente

Por Daniel Campos Neto

A Inteligência Artificial (IA) tem se consolidado como uma poderosa aliada no ambiente de trabalho. De acordo com a pesquisa da Freshworks realizada com 2.000 profissionais de TI, quase todos (95%) veem benefícios no uso da IA generativa no trabalho, já que com a ferramenta é possível liberar as equipes de tarefas repetitivas para se concentrarem em responsabilidades mais estratégicas.

Ainda de acordo com o levantamento, impressionantes 71% dos profissionais de Tecnologia da Informação (TI) já estão utilizando IA em suas atividades laborais. Esse número expressivo revela não apenas a adoção crescente dessa tecnologia, mas também a sua relevância e impacto nos mais diversos setores e especialidades dentro do setor.

Áreas mais impactadas

Uma das áreas mais impactadas pela IA é o suporte técnico. A pesquisa aponta que 49% dos profissionais de TI utilizam a IA para otimizar e agilizar os processos de suporte, respondendo a dúvidas frequentes, identificando problemas e até mesmo realizando correções automatizadas. Isso não apenas aumenta a eficiência, mas também libera tempo para os profissionais se dedicarem a tarefas mais estratégicas e criativas.

Embora exista um grande temor sobre a substituição de colaboradores por ferramentas de aprendizado contínuo, desde o início da sua difusão entre o grande público, a IA tem desempenhado um papel de assistência. Ou seja, o profissional humano segue no centro das operações, coordenando os passos da inteligência.

Outro aspecto destacado é o uso da IA na segurança cibernética. Com 43% dos profissionais de TI utilizando a tecnologia, a IA mostra-se como uma aliada poderosa na detecção de padrões suspeitos, prevenção de ataques e até mesmo na identificação e correção de vulnerabilidades em tempo real. Em um cenário onde as ameaças digitais são cada vez mais sofisticadas e os profissionais de cibersegurança cada vez mais escassos, a IA se torna uma peça-chave na defesa das redes e sistemas.

Impacto no mercado

A inteligência generativa já está presente no desenvolvimento de software, com 39% dos profissionais utilizando a ferramenta para acelerar o processo de criação e teste de novas aplicações. Isso significa ciclos de desenvolvimento mais curtos, lançamentos mais rápidos no mercado e uma capacidade maior de inovação.

É importante ressaltar que a adoção da IA não significa a substituição dos profissionais de TI, mas sim uma mudança na forma como eles trabalham. A tecnologia vem para potencializar as habilidades humanas, automatizando tarefas repetitivas e garantindo suporte na tomada de decisões mais assertivas.

Investimento em treinamento e capacitação

No entanto, o cenário também traz desafios. Com a crescente complexidade da IA, é necessário um investimento contínuo em capacitação e atualização profissional. A habilidade de compreender, implementar e manter sistemas baseados em IA tende a se tornar uma competência cada vez mais valorizada no mercado de trabalho.

Assim como o domínio de algumas ferramentas já é intrínseco para o dia a dia da maioria das profissões, como o pacote office por exemplo, o domínio básico de IA também tende a se tornar uma habilidade exigida por empresas e recrutadores no futuro.

Além disso, é importante que as empresas compreendam o impacto dessa tecnologia em seus negócios, de forma que seja possível estabelecer métodos e treinamentos específicos para o uso dessas ferramentas no cotidiano dos colaboradores.

Diante desses dados, fica claro que a IA já é uma realidade no cotidiano dos profissionais de TI e, para os que acham que para as demais profissões o uso dessa ferramenta ainda está distante, já observamos uma forte aderência em distintas áreas, como por exemplo o uso da IA para a seleção de currículos no setor de RH, médicos que solicitam análises de exames para a inteligência, jornalistas que traduzem seus materiais em diversos idiomas, setores de marketing que automatizam o copywriting em suas campanhas e, em breve, essa aplicabilidade da tecnologia fará parte do dia a dia da maioria das profissões.

Para os que souberem aproveitar suas potencialidades, a IA representa não apenas uma ferramenta de trabalho, mas também uma oportunidade de se destacar em um mercado cada vez mais competitivo e tecnológico.

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Trabalho, produtividade e saúde das mulheres

Confira o artigo da Danielle Ruiz que saiu na  Isso É Notícia e na Foco Cidade:

 

O ambiente de trabalho pode causar diversos impactos na produtividade e saúde de todas as pessoas, principalmente das mulheres que são afetadas por muitas questões dentro e fora das empresas. Mas será que as empresas estão atentas às perdas causadas por essa situação?

O mês de maio nos convida à reflexão voltada aos trabalhadores, principalmente das mulheres, já que segundo dados do IBGE, 43% da força de trabalho hoje é representada por elas. Desse total, 87% disseram se sentir sobrecarregadas e uma das causas é, justamente, a “maternidade”.

Portanto, investir em iniciativas que ofereçam apoio às mulheres no local de trabalho cria um ambiente mais favorável e acolhedor, uma vez que tanto empregados quanto empregadores obtêm benefícios reais. Além disso, empresas que desenvolvem programas e políticas de incentivo que permitam às mães conciliar vida profissional e pessoal, com espaço de amamentação, home office, jornada flexível e auxílio-creche, vêm se destacando sob todos os aspectos em “melhores empresas para se trabalhar”.
Nesse contexto, a ênfase do meu trabalho é mostrar aos colaboradores a importância de priorizar uma rotina de autocuidado, que inclua a prática regular de exercícios físicos, sono de qualidade, descanso, atividades de lazer e hobbies. Neste mês, aproveito para me direcionar às mulheres: como você, que é mãe, está planejando o seu dia, ou você tem funcionado apenas a partir de “urgências”?

Sabemos que alcançar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal é um desafio, principalmente se não houver uma rede de apoio estruturada para garantir a divisão de tarefas, seja com o parceiro e pai dos filhos, familiares, amigos, vizinhos e ainda ajuda profissional para auxiliar com os cuidados com a casa, os filhos e consigo mesma!
Em 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o burnout como uma doença do trabalho, que afeta homens e mulheres, mas não igualmente. Uma pesquisa da consultoria EDC, que ouviu 365 profissionais, apontou que 24,64% das mulheres se sentem angustiadas e ansiosas com o volume de trabalho. Entre os homens, esse número chegou apenas a 15,96%. Na mesma pesquisa, o grupo de mulheres entre 35 e 44 anos foi o que mais identificou sintomas do burnout, com 29,27% das respondentes.
Você já deve ter ouvido falar do mito que diz que as mulheres podem manter a atenção em diversas tarefas ao mesmo tempo? Na verdade, a sobrecarga de atividades leva muitas mulheres a trocarem o foco de atenção rapidamente, passando a impressão de que conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo. Mas a verdade é que não conseguem.
O comportamento multitarefa deve ser eliminado porque, ao contrário, é muito prejudicial à produtividade da mulher em todas as áreas da vida dela. Em longo prazo, ainda pode levar à exaustão profunda e ao adoecimento, seja por burnout, síndrome de ansiedade ou depressão. Neste mês das mães, o convite é esse: repensar antigos padrões, investir em desenvolvimento humano, porque só assim todos sairão ganhando, mães, famílias, empresas e sociedade!

Danielle Ruiz é palestrante e coaching de alta performance, Master programação neurolinguística, Gestão de Equipes, A ciência do bem-estar pela Universidade de Yale.
 

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