ESG & Responsabilidade

Como Economizar Água em Casa e no Trabalho

Dicas Simples e Eficazes para Reduzir o Consumo de Água e Proteger um Recurso Vital

Por EDC Group | Publicado em 29/08/2024
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A água é um recurso essencial para a vida e, embora pareça abundante, sua disponibilidade está cada vez mais ameaçada pelo uso excessivo e pela poluição. Economizar água não é apenas uma necessidade financeira, mas também uma responsabilidade ambiental. Adotar práticas para reduzir o consumo de água em casa e no trabalho é fundamental para garantir que as futuras gerações tenham acesso a esse recurso vital. Neste post, vamos compartilhar  dicas práticas para ajudar você a economizar água em ambos os ambientes. 

1. Verifique Vazamentos: Os vazamentos são uma das principais causas de desperdício de água, tanto em casa quanto no trabalho. Faça verificações regulares em torneiras, vasos sanitários e encanamentos para identificar possíveis vazamentos. Conserte imediatamente qualquer problema detectado. Um simples vazamento pode desperdiçar centenas de litros de água por dia. 

2. Instale Equipamentos Economizadores: Existem diversos dispositivos que podem ajudar a reduzir o consumo de água, como arejadores de torneira, chuveiros de baixo fluxo e caixas acopladas com descarga dupla. Esses equipamentos controlam o fluxo de água, permitindo economizar sem sacrificar o conforto. No trabalho, considere instalar torneiras automáticas que desligam automaticamente quando não estão em uso. 

3. Reduza o Tempo no Chuveiro: Diminuir o tempo de banho é uma das maneiras mais eficazes de economizar água. Um banho de 10 minutos pode consumir até 200 litros de água, enquanto um banho de 5 minutos consome apenas metade disso. Em casa, incentive todos a adotarem banhos mais curtos e eficientes. 

4. Reutilize Água Sempre que Possível: A reutilização de água pode ser uma ótima maneira de economizar. A água utilizada para lavar frutas e legumes, por exemplo, pode ser aproveitada para regar plantas. Da mesma forma, a água do ar-condicionado pode ser usada para limpeza ou irrigação. No ambiente de trabalho, a reutilização da água da limpeza de ambientes externos para lavar pisos ou calçadas é uma prática sustentável. 

5. Escolha Plantas que Exigem Menos Água: Optar por plantas que necessitam de pouca água é uma maneira inteligente de reduzir o consumo, tanto em jardins residenciais quanto em áreas verdes no ambiente de trabalho. Cactos, suculentas e outras plantas nativas são ótimas opções, pois são adaptadas a climas mais secos e requerem menos irrigação. 

6. Lave Roupas e Louças de Forma Inteligente: Use a máquina de lavar roupas ou louças apenas quando estiverem com carga completa. Isso maximiza o uso da água e reduz o número de ciclos necessários. Além disso, prefira o ciclo econômico, que utiliza menos água. No trabalho, incentive práticas de limpeza mais eficientes e com menor desperdício. 

7. Captação de Água da Chuva: A captação de água da chuva é uma excelente prática para economizar água. A água coletada pode ser usada para regar jardins, lavar carros e até mesmo para a descarga em vasos sanitários. Instalar sistemas de captação é uma forma eficiente de reduzir a dependência da água potável para essas tarefas. 

8. Eduque e Conscientize: Conscientizar as pessoas sobre a  importância da economia de água é crucial. Em casa, incentive sua família a adotar hábitos mais sustentáveis. No trabalho, promove campanhas de sensibilização e treina funcionários para usar a água de forma eficiente. Pequenas ações individuais podem ter um grande impacto coletivo. 

Economizar água é uma responsabilidade de todos, e com ações simples podemos fazer uma grande diferença. Verificar vazamentos, reutilizar água e instalar equipamentos economizadores são práticas que ajudam a preservar esse recurso vital, garantindo sua disponibilidade para as próximas gerações. Ao adotar essas dicas em casa e no trabalho, você não só reduz seus custos, mas também contribui para um futuro mais sustentável e consciente. Comece hoje e inspire outros a fazerem o mesmo!

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Setembro Amarelo & Riscos Psicossociais: o RH Além do "Discurso Natimorto"

Todo mês de setembro chega com a clássica imagem de laços amarelos, mensagens acolhedoras dentre outros elementos mas tais práticas acabam se tornando automáticas com o tempo. Uma pesquisa publicada no Jornal Brasileiro de Psiquiatria (Carro & Nunes, 2021), demonstram que indivíduos acometidos por altos níveis de exaustão emocional e despersonalização — características centrais da Síndrome de Burnout — apresentam taxas significativamente mais elevadas de ideação suicida e pensamentos de autoextermínio quando comparados a grupos não afetados pelo transtorno. O cenário reforça que campanhas temporárias não bastam; a prevenção efetiva exige transformar a cultura organizacional e reestruturar as condições de trabalho ao longo de todo o ano.


Neste artigo será abordado sobre a atualização da NR-01, que entrou em fase de fiscalização no mês de maio de 2026. E a forma da qual o RH pode tratar a saúde mental não como um evento de calendário e sim como um processo.


O que mudou com a NR-01
 

A atualização da Norma Regulamentadora nº 01, formalizada pela Portaria MTE nº 1.419/2024, incluiu os riscos psicossociais dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Na prática, isso significa que fatores como sobrecarga de trabalho, metas inalcançáveis, assédio moral e conflitos interpessoais passaram a ter o mesmo status regulatório dos riscos físicos, químicos e biológicos já conhecidos pelas equipes de Segurança do Trabalho. Depois de um período educativo, a fiscalização com aplicação de multas começou em 26 de maio de 2026, sem previsão de nova prorrogação.
 

Palestra não é gestão de risco
 

Um dos pontos mais repetidos por especialistas trabalhistas é que a conformidade com a nova NR-01 não se resume à realização de palestras ou campanhas de sensibilização. Elas continuam sendo bem-vindas, mas não substituem o que a lei exige: identificação, avaliação e mapeamento formal dos riscos psicossociais dentro do inventário do PGR, com plano de ação documentado, responsáveis definidos e prazos claros. Para o auditor-fiscal, o que importa não é o quanto a empresa falou sobre o tema, e sim o que ela consegue comprovar que fez a respeito. A ação demonstra mais do que palavras.
 

Métricas que realmente importam
 

Transformar saúde mental em gestão exige indicadores concretos, não apenas boas intenções. Entre as métricas mais usadas para monitorar riscos psicossociais e prevenir o burnout, destacam-se:

  •  Taxa de absenteísmo e afastamentos por CID relacionado à saúde mental, que sinaliza tendências antes que se tornem crise.
  •  Turnover por área ou liderança, útil para identificar ambientes de trabalho tóxicos ou sobrecarregados.
  •  Resultados de pesquisas de clima e engajamento, aplicadas com regularidade e não apenas uma vez ao ano.
  •  Questionários validados de avaliação de risco psicossocial, como o COPSOQ-BR, que ajudam a mapear cargas de trabalho, autonomia e suporte percebido.
  •  Uso de canais de escuta e denúncia, que indicam se os colaboradores confiam nos mecanismos internos disponíveis.

Esses dados, quando analisados em conjunto, permitem enxergar padrões e agir antes que o problema vire algo irreversível como afastamento, processo trabalhista ou desligamento.
 

Do mapeamento ao plano de ação
 

Identificar o risco é só o primeiro passo. A norma exige que cada risco mapeado tenha uma resposta prática: ajuste de carga de trabalho, revisão de metas, capacitação de lideranças para identificar sinais de sobrecarga, ou a criação de canais de apoio psicológico. Esse ciclo precisa ser contínuo, como um processo, sempre mantendo a revisão periódica do PGR e atualização do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), e não um documento produzido uma vez e arquivado.

A atualização da NR-01 representa uma mudança de mentalidade: a saúde mental deixou de ser pauta de bem-estar e passou a ser, também, uma questão de conformidade legal e de gestão de risco. Um passo importante para construir ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis. Mais do que cumprir uma exigência regulatória, trata-se de reconhecer que cuidar das pessoas exige método, dados e continuidade.
 

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Agosto Lilás: por que a segurança da mulher também é pauta de trabalho

Todos os anos, o mês de agosto ganha uma cor especial: o lilás. A campanha Agosto Lilás nasceu para lembrar a sociedade sobre a importância do combate à violência contra a mulher e reforçar o conhecimento sobre a Lei Maria da Penha. Mas o que muita gente ainda não percebe é que esse tema vai muito além das redes sociais e das ações pontuais em agosto: ele impacta diretamente a produtividade, o bem-estar e a saúde mental das mulheres no ambiente profissional.

Por isso, empresas comprometidas com pessoas entendem que falar sobre segurança da mulher é, também, falar sobre um ambiente de trabalho mais saudável e humano.

Uma pauta que também é institucional

A cada edição, o movimento ganha reforço de instituições públicas. O Senado Federal, por exemplo, dedica o mês de agosto à campanha, com foco na conscientização e no combate à violência de gênero, promovendo debates sobre projetos relacionados aos direitos das mulheres. Isso mostra que o tema está presente em discussões legislativas, em políticas públicas e, cada vez mais, dentro dos espaços profissionais onde as pessoas passam boa parte de suas vidas.

Por que isso é assunto de trabalho

A violência contra a mulher não fica "do lado de fora" do escritório. Ela atravessa a porta junto com a colaboradora, mesmo quando ninguém percebe. Sinais de que uma mulher pode estar sofrendo violência incluem isolamento social, marcas físicas, medo excessivo do parceiro e justificativas constantes para faltas no trabalho, todos eles diretamente ligados à rotina profissional. Uma colaboradora que vive uma situação de violência tende a apresentar queda de produtividade, dificuldade de concentração, ausências recorrentes e maior desgaste emocional.

O papel das empresas nesse enfrentamento

Cabe às organizações criar ambientes de confiança, onde as pessoas se sintam seguras para pedir ajuda, buscar apoio e ser acolhidas sem julgamento. Isso pode incluir desde ações de conscientização e campanhas internas até políticas de escuta, apoio psicológico e orientação sobre direitos e canais de denúncia. Oferecer apoio e incentivar a busca de ajuda é um papel que a sociedade e, por extensão, as empresas podem e devem exercer como parte de sua responsabilidade com as pessoas.

Canais de apoio: para onde encaminhar quem precisa de ajuda

Saber a quem recorrer pode ser decisivo:

  • Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher do governo federal, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, de forma gratuita, oferecendo orientação sobre direitos, informações sobre a rede de atendimento e o registro de denúncias, que são encaminhadas aos órgãos competentes.
  • O contato também pode ser feito por chat no WhatsApp, no número (61) 9610-0180, ou por e-mail.

Cuidar das pessoas vai além do ambiente físico de trabalho: significa também estar atento ao que cada colaboradora vive fora do escritório. Por isso, consideramos o Agosto Lilás e todas as ações voltadas à segurança e ao bem-estar da mulher  extremamente importantes e necessárias durante todo o ano. 
 

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