Visão do CEO

A Geração Z do empreendedorismo: quem ocupará os cargos de liderança no futuro?

Por EDC Group | Publicado em 28/08/2023
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Assim como a sociedade, o mercado de trabalho está em constante evolução. Sobretudo, considerando os avanços tecnológicos, mudanças culturais e as novas abordagens emergentes no mundo dos negócios. Diante disso, a dinâmica das gerações com o trabalho e suas carreiras também mudou. A ascensão da Geração Z, nascida entre meados dos anos 1990 e o início dos anos 2010, tem trazido à tona uma tendência curiosa: uma maior propensão ao empreendedorismo em comparação com as gerações anteriores.

A Geração Z cresceu em um ambiente profundamente conectado à internet e às redes sociais. Esse grupo se destaca por sua habilidade tecnológica, criatividade e aptidão para executar várias tarefas simultaneamente. Além disso, esses profissionais valorizam a independência, autenticidade e a busca por propósitos significativos em suas carreiras. Essas características podem ser as principais propulsoras para fornecer uma base sólida para empreender.

Esses jovens profissionais cresceram em uma sociedade que valoriza e discute muito mais questões de saúde mental, desenvolvimento pessoal e qualidade de vida. Ao contrário dos babies boomers, por exemplo, a Geração Z está menos interessada em acumular bens ou alcançar grandes cargos em empresas. O foco está no equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, além da preferência por empregos que garantem maior aprendizado e desenvolvimento.

Uma pesquisa realizada recentemente pela edtech Cubos Academy reúne alguns dados bem relevantes. A amostragem que reúne impressões de pessoas entre 25 e 30 anos demonstra que embora a área de tecnologia ganhe destaque por ser uma das mais promissoras no aspecto financeiro e de escalonamento de cargos, os respondentes do levantamento demonstraram estar mais interessados em outros aspectos.

A maioria dos participantes (58,5%) considera a carreira de TI mais atrativa pela flexibilidade e possibilidade de trabalhar remotamente. Outro dado que chama atenção é o interesse por desenvolver as atividades da área e estar inserido no cenário de inovação nacional (23,8%) e por último, o retorno financeiro e fácil colocação no mercado (14,6%).

Embora a remuneração seja importante, a Geração Z está mais focada em viver boas experiencias e garantir que seus esforços sejam reconhecidos. Além disso, existe a busca por significado e impacto social, uma característica marcante desse grupo. Muitos jovens empreendedores estão focados em criar negócios que abordem problemas reais e gerem um impacto positivo na sociedade.

À medida que a Geração Z continua a trilhar seu caminho empreendedor, é inevitável que isso influencie a paisagem dos cargos de liderança no futuro. Ter menos cargos ocupados por esses jovens no futuro, significa perder uma grande contribuição para o ecossistema das empresas. Isso porque essa geração tende a ter uma abordagem inovadora e fresca para os negócios. E essa mentalidade de pensar fora da caixa é altamente valorizada em posições de liderança, por exemplo.

Uma pesquisa do Sebrae mostrou que os problemas de gestão nas startups estão entre os três principais motivos para essas empresas fecharem as portas. A tendência, é que essa problemática continue em alta. Afinal, quem os CEOs dessas empresas abertas pela Geração Z irão contratar para os cargos de liderança? Se a preferência desse público é empreender, quem é que vai fazer carreira nas empresas e ocupar os cargos de gerência?

Para garantir que os negócios não sofram com um largo gap de cargos de liderança no futuro, será necessário reformular os conceitos de gerenciamento de equipes que conhecemos hoje. A relação de subordinação, controle absoluto e regimes de trabalho pouco flexíveis não combinam com a Geração Z.

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Softwares completos e unificados: por que sua empresa não pode mais depender de sistemas isolados

Quantas ferramentas diferentes sua equipe usa para gerir o dia a dia? Planilhas, sistemas de ponto, plataformas de benefícios, softwares de folha... A fragmentação de dados é um dos maiores obstáculos à produtividade das empresas modernas. Softwares completos e unificados surgem para eliminar esse caos digital, integrando todas as operações em um único ambiente inteligente e confiável.

  • O problema dos sistemas isolados: Informações dispersas geram retrabalho, inconsistências e dificultam análises estratégicas. Cada sistema adicional representa um novo ponto de falha e custo de manutenção.
  • Vantagens da unificação: Uma plataforma centralizada reúne dados de RH, financeiro, benefícios e gestão de pessoas em tempo real, permitindo visibilidade total e decisões mais ágeis.
  • Integração e automação: Sistemas integrados eliminam tarefas manuais repetitivas, reduzem erros humanos e liberam os times para atividades de maior valor estratégico.
  • Escalabilidade e conformidade: Soluções unificadas acompanham o crescimento da empresa e facilitam a conformidade com obrigações legais como eSocial e LGPD.

Adotar um software completo e unificado é uma decisão estratégica que vai muito além da tecnologia é uma escolha por mais eficiência, menos desperdício e maior controle. Em um cenário onde dados são ativos valiosos, centralizar informações é o primeiro passo para transformar a operação e impulsionar o crescimento do negócio.
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Gestão comportamental: como transformar comportamentos em resultados estratégicos

Em um mercado cada vez mais competitivo, as empresas perceberam que habilidades técnicas sozinhas não garantem alta performance. É justamente o comportamento das pessoas  a forma como se comunicam, colaboram e reagem a desafios que determina, em grande parte, os resultados organizacionais. A gestão comportamental surge como resposta a essa necessidade, oferecendo ferramentas práticas para identificar perfis, alinhar expectativas e desenvolver equipes com mais inteligência e precisão.

  • O que é gestão comportamental: Aplicação de metodologias psicológicas e analíticas para compreender padrões de comportamento e utilizá-los como base para decisões de RH do recrutamento à avaliação de desempenho.
  • Ferramentas e metodologias: DISC, MBTI e People Analytics permitem mapear estilos comportamentais, pontos fortes e áreas de desenvolvimento de cada profissional.
  • Impacto na liderança: Gestores que conhecem o perfil comportamental da equipe conseguem delegar melhor, reduzir conflitos e aumentar o engajamento.
  • Retenção e clima organizacional: Empresas que investem nessa abordagem registram menor turnover, criando ambientes mais alinhados às necessidades individuais.

A gestão comportamental não é uma tendência passageira, é uma mudança de mentalidade. Ao colocar o comportamento humano no centro das decisões estratégicas, as organizações ganham eficiência, coesão e resultados sustentáveis. Investir nessa abordagem é, antes de tudo, investir nas pessoas que fazem a empresa crescer.
 

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