Visão do CEO

Atualizações no modelo de trabalho – por que os brasileiros preferem trabalhar de casa?

Por EDC Group | Publicado em 01/08/2022
Whatsapp - Share
Share

Altas taxas de turnover, pouco engajamento empresarial e as atualizações no modelo de trabalho – por que os brasileiros preferem trabalhar de casa?

É indiscutível as mudanças que a pandemia alavancou nos últimos dois anos, as pessoas tiverem que se adaptar aos novos formatos de trabalho, entretenimento e relacionamento. Com o retorno gradativo ao mundo que conhecíamos antes, é nítido que alguns aspectos dessa sociedade estão sendo deixados para trás, mas desta vez, opcionalmente.

As companhias que não se adaptaram aos novos anseios dos funcionários estão vivenciando altas taxas de turnover e dificuldade de reter mão de obra qualificada. Em contrapartida, as empresas que aproveitaram o momento para reestruturar seus processos e modelo de trabalho estão desfrutando de times mais engajados, comprometidos e produtivos.

Essa mudança comportamental já está sendo mensurada por estudos, o modelo de trabalho híbrido é mais aceito pelos trabalhadores brasileiros do que por profissionais de outros países. É o que aponta o levantamento da consultoria EY, que também mostra rejeição no Brasil pelo trabalho 100% remoto. Outra sondagem demonstrou que 81% das pessoas com menos de 35 anos de idade se sentiram solitárias trabalhando em casa por longos períodos.

Já um relatório publicado pela Microsoft em 2022, mostra que o trabalho remoto pode fazer com que os funcionários se sintam "socialmente isolados, culpados e tentem fazer compensações". Por isso, acredito que o melhor caminho seja o equilíbrio entre presencial e remoto, permitindo que os funcionários desfrutem da autonomia do home office e ainda assim mantenham o contato físico com seus colegas de trabalho em períodos especificados pela empresa.

No setor de recrutamento e seleção, também é possível analisarmos esse desdobramento comportamental. Enquanto recebemos inúmeras aplicações para uma vaga híbrida ou remota, encontramos muita dificuldade de encontrar o candidato ideal para uma vaga 100% presencial. É possível notar que existe resistência dos profissionais a adotarem novamente o modelo de trabalho tradicional, já que agora os benefícios do home office se difundiram de forma geral.

Sem transporte público, estresse no trânsito, corrida contra o tempo e gastos de deslocamento, é fácil entender a razão pela qual as pessoas optam majoritariamente por modelos de trabalho mais flexíveis. A solução para isso é encontrar um meio termo entre os anseios dos funcionários e das companhias, afinal, de nada adianta ter profissionais trabalhando todos os dias presencialmente com pouca produtividade, engajamento e senso de comprometimento.

Enquanto um artificio líquido, de fácil moldagem e adaptação, a sociedade evoluiu com os desafios impostos pelo isolamento social. Tudo isso, precisa ser compreendido enquanto uma evolução da sociedade, cabe aos gestores se adaptarem para garantir que suas empresas continuem sendo atrativas aos profissionais e não sejam taxadas como negócios retrógrados e desatualizados. Agora é a hora das empresas evoluírem na mesma velocidade, revisando seus modelos de trabalho e benefícios. Afinal, ninguém quer estar parado no tempo, certo?

Mais recentes no blog EDC Group

EDC explica

Trabalho Temporário na Era da Sazonalidade: Estratégias de Atração e Onboarding Ágil para Demandas de Pico de Mercado

Black Friday, Natal, Dia das Mães, safras agrícolas, férias escolares, fechamento de balanços: o calendário do mercado brasileiro é cheio de picos de demanda. E nesses períodos, o volume de pedidos, atendimentos e entregas cresce rapidamente, uma equipe fixa, por melhor que seja, nem sempre consegue absorver e lidar totalmente sem queda de qualidade ou sobrecarga. É aí que o trabalho temporário se consolida como solução estratégica. Mas contratar às pressas, sem planejamento, costuma gerar retrabalho, rotatividade e experiências ruins, tanto para o cliente quanto para o profissional.

Em um cenário em que o tempo é escasso, a diferença está em atrair bem e integrar rápido. Este artigo apresentará a seguir caminhos práticos para o bom resultado dessas demandas que se fazem presente no cenário atual de tantas empresas.

Antecipe a demanda: o planejamento começa antes do pico

A sazonalidade, por definição, é previsível. Isso significa que a contratação temporária não deveria ser uma resposta de emergência. O primeiro passo é utilizar o histórico dos últimos ciclos para estimar o volume de profissionais necessário, as funções críticas e as datas de início e fim de cada contrato. Seguindo com o mapeamento de quais áreas sofrem mais pressão em cada período do ano, quantas pessoas foram necessárias nos ciclos anteriores e se foram suficientes para as demandas anteriores e finalizando com o entendimento de quanto tempo o processo seletivo levou da abertura da vaga à primeira entrega do profissional. Com essas respostas em mãos, é possível abrir o processo com semanas de antecedência.

Construa uma proposta de valor atraente, mesmo para vagas de curta duração

Existe a ideia de que o profissional temporário busca apenas "um bico". Na prática, muita gente escolhe o trabalho temporário para ganhar experiência, complementar a renda, voltar ao mercado ou abrir portas para a efetivação. A comunicação clara e objetiva melhora o processo de captação de talentos. A linguagem importa e pode ser utilizada como apreço pela transparência de uma empresa através do anúncio:descrições diretas, humanas e sem jargões atraem mais candidatos qualificados,  informando duração do contrato, jornada, remuneração e benefícios.

Um banco de talentos sempre aquecido

Quem já trabalhou bem com a empresa em um pico anterior é o candidato ideal para o próximo. Manter um cadastro organizado de profissionais com bom desempenho reduz drasticamente o tempo de contratação e o custo de treinamento. Essa é a importância de prezar por boas conexões, mantendo contato período e informativo.

Seleção ágil, mas criteriosa

Rapidez não pode significar descuido. O segredo é desenhar um processo enxuto, focado no que realmente importa para a função temporária. Isso costuma envolver uma triagem inicial por critérios objetivos, como disponibilidade, experiência e localização, seguida de entrevistas curtas e estruturadas, presenciais ou por vídeo. Quando a função exigir, testes práticos simples ajudam a validar as habilidades, e a conferência documental deve ser organizada e antecipada. Quanto menos etapas redundantes, menor a chance de perder bons candidatos para concorrentes que disputam a mesma mão de obra no mesmo período.

Onboarding ágil: os primeiros dias definem o resultado

Um onboarding rápido, mas não superficial. Um bom modelo começa antes do primeiro dia, com o uso da tecnologia atitudes como envio de mensagem ou e-mail de informações sobre endereço, horário, vestimenta, documentos e quem vai recebê-lo, facilitam essa etapa. Na chegada, as boas-vindas devem ser estruturadas, com apresentação da equipe, do gestor direto e do espaço de trabalho. O treinamento deve focar no essencial para a função, com materiais curtos, checklists e vídeos objetivos. Designar um "padrinho" ou mentor, um colega experiente que tire dúvidas no dia a dia, acelera a curva de aprendizado e transmite acolhimento. Por fim, uma conversa breve de feedback ao fim da primeira semana ajusta a rota antes que pequenos problemas se tornem grandes.

Cultura e engajamento também valem para o temporário

O profissional temporário que se sente parte do time entrega mais, falta menos e representa melhor a marca. Incluí-lo em reuniões de alinhamento, reconhecer bons resultados e tratá-lo com o mesmo respeito dado à equipe fixa gera um ciclo positivo. Além disso, esse cuidado fortalece a imagem da empresa como empregadora, o que facilita novas contratações nos próximos picos.

Conte com um parceiro especializado

Gerenciar recrutamento, seleção, contratação, documentação e acompanhamento em paralelo à operação em alta temporada pode sobrecarregar o RH. Por isso, muitas empresas optam por parceiros especializados.

A EDC Group fornece serviço de trabalho temporário, apoiando as empresas na reposição e no reforço de equipes em períodos de pico, com agilidade na busca e no encaminhamento de profissionais e atenção às exigências legais da modalidade. Com um parceiro assim, a empresa ganha flexibilidade para crescer na alta demanda sem comprometer a qualidade do atendimento e sem inflar a estrutura fixa.

As empresas que se destacam nos períodos de pico são aquelas que tratam o profissional temporário como parte da estratégia, e não como solução de última hora. Quando atrair e integrar bem se tornam rotina, cada novo ciclo sazonal deixa de ser um desafio e passa a ser uma oportunidade de crescer. A sazonalidade não precisa ser sinônimo de caos. Com planejamento antecipado, uma proposta de valor clara, um banco de talentos ativo, seleção objetiva e onboarding bem desenhado, o trabalho temporário se transforma em uma alavanca de competitividade, e não em um improviso caro.
 

Acessar notícia
Seta para a direita

Usamos cookies para personalizar o conteúdo, acompanhar anúncios e oferecer uma experiência de navegação mais segura a você. Ao continuar navegando em nosso site você concorda com o uso dessas informações. Leia nossa Política de Privacidade e saiba mais.