EDC explica
Hunting: a arte de encontrar talentos que não estão procurando emprego
O bom profissional nem sempre está com o currículo atualizado, mas o hunting sabe onde e como encontrá-lo
Se você já tentou contratar alguém altamente qualificado, sabe o quanto é difícil encontrar aquele profissional ideal. O curioso é que, muitas vezes, os melhores talentos não estão ativamente buscando emprego. Eles estão empregados, entregando resultados e, justamente por isso, fora do radar das vagas abertas.
É aí que entra o hunting, ou caça-talentos: uma estratégia precisa e consultiva que vai além dos bancos de currículos, alcançando profissionais estratégicos que só mudam de posição quando a proposta realmente faz sentido.
O hunting é diferente do recrutamento tradicional. Enquanto o processo convencional depende de candidatos que se inscrevem nas vagas, o hunter atua de forma ativa, mapeando o mercado e identificando profissionais que atendem exatamente ao perfil desejado — mesmo que eles não estejam procurando novas oportunidades.
Esse processo exige pesquisa profunda, networking e abordagem personalizada. O hunter analisa empresas do mesmo segmento, identifica profissionais com histórico de resultados relevantes e faz uma aproximação cuidadosa, apresentando o desafio como uma oportunidade de crescimento, e não apenas uma troca de emprego.
De acordo com dados da LinkedIn Talent Solutions, cerca de 70% da força de trabalho global é formada por profissionais passivos, ou seja, pessoas que não estão em busca de uma vaga, mas que poderiam considerar uma mudança diante da proposta certa. É nesse universo que o hunting atua com precisão.
Outro diferencial é a confidencialidade. Em muitos casos, as empresas preferem não divulgar a vaga, especialmente em posições estratégicas ou de liderança. O hunting garante sigilo tanto para o cliente quanto para o candidato, preservando reputações e permitindo que a negociação ocorra de forma profissional e reservada.
Além disso, o processo é altamente personalizado e consultivo. Um bom hunter entende a cultura da empresa, os objetivos da vaga e as competências necessárias (técnicas e comportamentais) para garantir o “match” ideal. Não se trata apenas de preencher um cargo, mas de encontrar alguém que realmente vá gerar impacto no negócio.
Empresas que adotam o hunting para posições estratégicas relatam até 40% mais assertividade nas contratações, segundo levantamento da SHRM (Society for Human Resource Management). Afinal, quando o processo é feito com inteligência e sensibilidade, o resultado é uma contratação que gera valor real.
O hunting é, acima de tudo, uma estratégia de precisão e relacionamento. Ele não substitui o recrutamento tradicional, mas o complementa, especialmente quando o desafio é encontrar alguém raro no mercado.
Os melhores talentos não estão procurando você, mas com a abordagem certa, é possível encontrá-los, conquistá-los e trazê-los para o time certo, no momento certo.
No fim das contas, é disso que se trata o hunting: conectar oportunidades a pessoas que ainda nem sabem que estão prontas para o próximo passo.