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O início do ano desperta o desejo de transformação profissional.

Entenda o fenômeno e como sua empresa pode se preparar para essa movimentação no mercado.

Por EDC Group | Publicado em 06/01/2026
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O início do ano costuma despertar o desejo de transformação profissional, e 2026 começa confirmando essa tendência. Janeiro segue sendo um período simbólico de recomeços, mas, desta vez, a movimentação no mercado de trabalho brasileiro ganha mais força, impulsionada por dados concretos e mudanças estruturais no perfil dos profissionais.

Segundo levantamento do LinkedIn, mais da metade dos brasileiros pretende mudar de emprego, e os primeiros meses do ano concentram um dos maiores picos de atualizações de perfil e candidaturas na plataforma. A pesquisa aponta que 75% dos profissionais brasileiros consideram trocar de emprego, especialmente em busca de crescimento, flexibilidade e melhor qualidade de vida.

Esse movimento não acontece por acaso. O período de festas e férias cria um espaço natural de reflexão sobre carreira, satisfação e futuro profissional. Um levantamento da Michael Page mostra que 51,4% dos profissionais brasileiros estão ativamente em busca de novas oportunidades, motivados principalmente pela falta de reconhecimento, poucas possibilidades de desenvolvimento e insatisfação com a cultura organizacional.

O próprio mercado também passou por transformações relevantes. Dados do IBGE indicam que mais de 7,4 milhões de brasileiros estavam em regime de teletrabalho em 2022, consolidando de vez os modelos remoto e híbrido. Já um estudo do Ipea aponta que cerca de 20,5 milhões de trabalhadores atuam em ocupações com potencial para trabalho remoto, ampliando o acesso a vagas fora da região de origem e aumentando a competitividade entre as empresas.

Além disso, cresce a percepção de que estagnar é um risco. Relatórios sobre o mercado de trabalho mostram que profissionais têm investido cada vez mais em requalificação, cursos de curta duração e certificações logo no início do ano, como forma de se preparar para uma possível transição ou reposicionamento profissional.

Para as empresas, esse cenário representa um alerta importante. Organizações que não oferecem planos de carreira claros, oportunidades reais de desenvolvimento e um ambiente de trabalho saudável tendem a sentir um aumento na rotatividade justamente no primeiro trimestre. Por outro lado, empresas que se posicionam como empregadoras atrativas conseguem captar profissionais mais alinhados, qualificados e motivados.

A movimentação observada no início de 2026 reflete uma mudança profunda nas expectativas dos profissionais brasileiros. A decisão de mudar de carreira vai além do salário: envolve propósito, crescimento e equilíbrio. Janeiro continua sendo o mês dos recomeços, e o mercado de trabalho brasileiro mostra que essa tradição segue mais viva do que nunca.
 

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O Fim da Escala 6×1: O que muda para o Brasil?

O que é a escala 6x1?
 

A escala 6×1 é um regime de trabalho em que o colaborador cumpre seis dias consecutivos de jornada para ter apenas um dia de descanso semanal remunerado. Embora a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), criad em 1943 sob o governo Vargas, não mencione o modelo pelo nome, ele se consolidou a partir das normas que estabeleceram a jornada semanal máxima de 44 horas, distribuídas em seis dias de trabalho.

Um levantamento do Dieese aponta que um em cada três trabalhadores brasileiros atua na escala 6×1. São cerca de 14,8 milhões de pessoas, equivalentes a 33,2% dos ocupados no país, submetidas a esse modelo. Os setores com maior incidência são transporte aéreo, hospedagem, alimentação e comércio varejista, áreas marcadas pela necessidade de funcionamento contínuo.

Da petição popular à aprovação histórica na Câmara

O debate sobre o fim da escala 6×1 saiu das redes sociais para o Congresso Nacional com velocidade surpreendente. Foi apresentado a PEC 8/2025, propondo jornada máxima de 36 horas em quatro dias de trabalho. Após intensas negociações, houve o compartilhamento de um substitutivo com jornada de 40 horas semanais e período de transição de 14 meses, sem qualquer redução salarial.

A PEC 221/2019 foi aprovada por ampla maioria na Câmara dos Deputados em dois turnos no dia 27 de maio de 2026, estabelecendo jornada máxima de 40 horas semanais e garantindo aos trabalhadores dois dias de descanso para cada cinco dias trabalhados. De acordo com o texto aprovado, após 60 dias a jornada será reduzida de 44 para 42 horas semanais. Doze meses depois, cairá para 40 horas, com máximo de 8 horas diárias. A PEC seguiu para o Senado Federal, onde precisa ser aprovada para se tornar emenda constitucional.

Prós e Contras: o debate que divide especialistas

Sobre os impactos, o debate divide especialistas. Estudos de confederações patronais projetam queda no PIB e alta da inflação, enquanto análises da Unicamp e do Ipea apontam impactos reduzidos, possível criação de empregos e aumento do PIB. Levantamento do Ipea indica que, com a redução para 40 horas e manutenção da remuneração, o custo médio do trabalho celetista subiria 7,84%. No entanto, na indústria e no comércio, o custo operacional adicional ficaria abaixo de 1%. Do lado dos trabalhadores, mais tempo livre pode levar ao aumento do consumo em áreas como lazer, cultura, educação e entretenimento, gerando novos empregos e movimentando diferentes setores. Do lado das empresas, o Centro de Liderança Pública estima o risco de redução de 640 mil empregos com carteira assinada, com possível migração de trabalhadores para contratos precários.

Uma virada histórica e o que vem a seguir

A aprovação da PEC na Câmara marca o fim de um modelo com mais de 80 anos praticamente intocado. Para os 14,8 milhões de trabalhadores em escala 6×1, a mudança é concreta: um segundo dia de descanso na semana, mais tempo com a família e mais horas para estudar ou simplesmente recuperar as energias.

Para as empresas, o momento exige planejamento. O período de transição de 14 meses foi desenhado para evitar choques bruscos, e setores com operações contínuas terão o espaço para negociar escalas via acordos coletivos. A situação e suas consequências serão ditadas pela capacidade de cada organização de reorganizar processos, investir em tecnologia e adaptar sua gestão de pessoas com responsabilidade. 

O Brasil está diante de uma das maiores reformas trabalhistas em décadas. Estar bem informado sobre o avanço dessa legislação é o primeiro passo para que empresas e colaboradores se preparem e se adaptem com inteligência.
 

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Copa do Mundo: Como as Empresas Podem Aproveitar o Maior Evento do Futebol para Engajar Suas Equipes

O Futebol Como Catalisador do Engajamento

A cada quatro anos, o mundo para para assistir à Copa do Mundo de Futebol. Bilhões de pessoas ao redor do globo se unem em torno de uma mesma paixão, e o ambiente corporativo não é uma exceção. Nas empresas, o período do Mundial é marcado por conversas animadas, bolões, camisetas verdes e amarelas e uma energia coletiva raramente vista em outros momentos do ano.

Para os profissionais de Recursos Humanos e para os líderes organizacionais, esse fenômeno representa uma oportunidade estratégica que não pode ser desperdiçada. Aproveitar o entusiasmo gerado pela Copa do Mundo para fortalecer a cultura interna, promover o trabalho em equipe e elevar o senso de pertencimento dos colaboradores é uma prática cada vez mais adotada por empresas que compreendem a importância do engajamento genuíno.

Neste artigo, a EDC Group apresenta um conjunto de estratégias práticas e reflexões fundamentadas para que gestores e equipes de RH possam transformar o espírito do futebol em resultado concreto dentro das organizações.

Estratégias para Transformar a Copa em Engajamento Real

Engajar uma equipe vai muito além de distribuir camisetas ou liberar os jogos em telões. O verdadeiro engajamento nasce quando os colaboradores percebem que a empresa reconhece seus interesses, respeita seu tempo e cria espaços de conexão genuína para os colaboradores. A Copa do Mundo oferece esse terreno e experiência de forma espontânea e emocional, cabe às lideranças cultivá-lo com inteligência.

1. Atividades Internas com Propósito

Bolões, quiz sobre futebol, decoração temática dos ambientes e transmissão de jogos em espaços comuns são iniciativas simples, mas com alto impacto no clima organizacional. Quando bem organizadas, essas ações promovem a integração entre diferentes áreas e hierarquias, criando momentos de igualdade em que todos, do estagiário ao diretor, torcem juntos. O segredo está em garantir que a participação seja sempre voluntária e inclusiva, respeitando aqueles que não têm interesse no futebol e oferecendo alternativas de integração paralelas.

2. Conexão com os Valores Organizacionais

O futebol é, em sua essência, um esporte coletivo. Nenhum campeão do mundo foi construído por apenas um jogador. Essa metáfora é poderosa e pode e deve ser utilizada pelos líderes para reforçar valores como trabalho em equipe, resiliência, superação e colaboração. Workshops, comunicados internos e conversas de equipe que dialoguem com o espírito do campeonato podem ser instrumentos valiosos para reforçar a cultura organizacional de forma leve e engajadora. Com a preparação de materiais de comunicação interna que conectem os valores da empresa às virtudes do esporte, criando narrativas motivacionais e autênticas.

3. Cuidado com a Inclusão e a Diversidade

É fundamental que as ações relacionadas à Copa sejam planejadas com sensibilidade. Nem todos os colaboradores são apaixonados por futebol, e nem todos se identificam com as narrativas do esporte da mesma maneira. Garantir que haja alternativas de participação e que ninguém se sinta pressionado a engajar é responsabilidade direta do RH. Além disso, empresas com equipes multiculturais devem estar atentas às diferentes nacionalidades e culturas representadas no time, a Copa do Mundo pode ser uma oportunidade rara para celebrar essa diversidade de forma genuína e respeitosa.

O Apito Final: Engajamento que Vai Além do Campeonato

A Copa do Mundo dura um pouco mais de um mês. Entretanto, o engajamento construído durante esse período,  pode durar muito mais, desde que as ações sejam conduzidas com: Propósito, planejamento e genuíno interesse pelo bem-estar das pessoas. Empresas que aproveitam eventos culturais de grande apelo coletivo para fortalecer seus times demonstram maturidade na gestão de pessoas e sensibilidade para compreender que colaboradores motivados são o principal ativo de qualquer organização.

Na EDC Group, acreditamos que o engajamento não é um projeto sazonal: é uma estratégia contínua, construída dia a dia por meio de lideranças preparadas, culturas organizacionais sólidas e práticas de RH que colocam as pessoas no centro das decisões. A Copa do Mundo é apenas mais uma das oportunidades para exercitar esse compromisso. Que o melhor time vença dentro e fora de campo.

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Mês do Orgulho LGBTQIA+ nas Empresas: Por Que a Inclusão Vai Além do Arco-Íris em Junho

Junho é o mês internacionalmente reconhecido como o Mês do Orgulho LGBTQIA+. Ruas ganham cores, marchas reúnem multidões e empresas atualizam seus logotipos com as cores do arco-íris. É um momento de visibilidade e celebração, e seu significado para milhões de pessoas é profundo e legítimo. No ambiente corporativo, porém, esse período levanta uma questão essencial: o que as empresas estão fazendo pelo público LGBTQIA+ além de ações pontuais em junho? A resposta define a diferença entre o "rainbow washing", adoção superficial de símbolos sem compromisso real e uma política genuína de diversidade, equidade e inclusão.

O Impacto do Ambiente de Trabalho

Uma parcela significativa de profissionais LGBTQIA+ ainda oculta sua identidade no trabalho por receio de discriminação ou prejuízo à carreira. Esse fenômeno tem consequências diretas sobre a saúde mental, a produtividade e o engajamento. Um colaborador que não pode ser quem é dedica energia ao gerenciamento da própria identidade o que resulta em um sentimento que o afeta mentalmente e profissionalmente, energia essa que poderia ser investida em criatividade e entrega. Criar condições de segurança e acolhimento é juntamente justiça social e decisão estratégica.

Políticas Internas que Fazem a Diferença

A inclusão real começa nas políticas organizacionais. Algumas práticas fundamentais incluem: garantir linguagem não discriminatória em processos seletivos e avaliações; criar canais de denúncia seguros para casos de discriminação; e adotar o uso do nome social para colaboradores transgênero e não-binários em todos os sistemas e comunicações internas. Uma organização que possui políticas consolidadas, demonstra apreço pelo seu colaborador.

Educação e Sensibilização Contínua

Nenhuma política se sustenta sem uma cultura organizacional que a ampare. Treinamentos, rodas de conversa, escuta altiva e palestras com especialistas contribuem para desconstruir barreiras de preconceitos e criar um clima de respeito mútuo. Essas ações não devem se restringir a junho, a temática precisa estar integrada ao calendário permanente de desenvolvimento organizacional, fazendo com que se torne uma prática constante dentro da empresa.

Liderança Inclusiva e Grupos de Afinidade

A postura das lideranças é determinante. Gestores que falam sobre o tema com naturalidade e que respondem ativamente a situações de discriminação criam ambientes psicologicamente seguros. Complementarmente, grupos de afinidade LGBTQIA+ os chamados ERGs, oferecem espaço de escuta, apoio entre pares e uma via direta de diálogo com a gestão, funcionando como agentes de transformação cultural dentro das organizações.

Inclusão não é tendência. É responsabilidade.

O Mês do Orgulho é um convite à celebração e à reflexão. Para as empresas, é também uma oportunidade de avaliar com honestidade o quanto suas práticas cotidianas estão alinhadas aos valores que estampam suas comunicações externas. Incluir de verdade significa garantir que pessoas LGBTQIA+ tenham as mesmas condições de desenvolvimento e pertencimento que qualquer outro colaborador, não apenas em junho, mas em todos os meses do ano.

Na EDC Group, acreditamos que organizações verdadeiramente inclusivas tornam-se mais inovadoras, mais resilientes e mais humanas. E é nesse tipo de empresa que as pessoas escolhem trabalhar.
 

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