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Pesquisa EDC: Panorama do Home Office e dos Processos Seletivos On-line em 2020

Por EDC Group | Publicado em 12/02/2021
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A EDC Group realizou no final de 2020 uma pesquisa para ajudar a entender melhor esse novo cenário de trabalho Home Office e os Processos Seletivos virtuais que permearam todo o ano. A pesquisa foi realizada com mais de 200 participantes e trouxe alguns números interessantes.

O resultado da pesquisa você pode conferir aqui:

 

Pesquisa aponta que mais de 62% dos brasileiros nunca haviam trabalhado de casa antes da pandemia

Levantamento divulgado pela EDC Group traz panorama sobre home office e processos seletivos on-line e ainda aponta que mais de 57% das pessoas preferem o regine de trabalho misto

Com a pandemia em 2020, as empresas tiveram que se adaptar, rapidamente, com os funcionários trabalhando de casa. Pesquisa recente realizada pela EDC Group, multinacional brasileira com atuação na área de consultoria e outsourcing de serviços, mostra que 63,2% dos brasileiros entrevistados nunca haviam trabalhado de casa antes da pandemia e 52,8% das pessoas encontraram mais produtividade trabalhando assim.

“O estudo revelou novas práticas de home office e processos seletivos on-line realizados em 2020, não necessariamente modelos inéditos, mas para muitas empresas e funcionários essa foi a primeira vez que as viram em suas rotinas. Esse levantamento nos mostrou dados bem interessantes, que devem ser levados em conta daqui para frente”, explica Daniel Machado de Campos Neto, CEO e founder da EDC Group.

 

Vantagens do Home Office

Trabalhar de casa oferece benefícios e desafios diferentes tanto para as empresas, quanto para as pessoas. Na pesquisa, foi questionado as vantagens e desvantagens desse modelo de trabalho aos participantes. Um dos principais ganhos identificados pelos entrevistados foi a economia de tempo com deslocamentos até a empresa.

•    81% dos entrevistados acreditam que um dos ganhos é poupar tempo com deslocamentos até a empresa;
•    49% gostam de poder se vestir de maneira mais confortável e acredita que isso influencia na produtividade;
•    44% ressaltaram a possibilidade para criar uma infraestrutura mais confortável (cadeira, acessórios etc.);
•    39% apontam a possibilidade de intercalar trabalho com tarefas domésticas como benefício.

Desvantagens do Home Office
•    41% dos entrevistados acreditam que a infraestrutura de casa é inferior à do escritório, prejudicando a produtividade;
•    38% têm dificuldades em respeitar o horário de trabalho ao atender ligações, fazer videochamadas e responder e-mails em horários muito diferentes do expediente habitual;
•    25% não possuem local adequado para trabalhar em casa com tranquilidade e acabam se concentrando menos;
•    15% não conseguem separar a vida profissional da vida pessoal e apontam que isso gera um estado constante de alerta, dificultando o descanso. 

O CEO ainda ressalta que com relação à desvantagem mais citada na pesquisa, a falta de infraestrutura em casa, os 56,7% dos respondentes afirmaram que a empresa não ajudou com essa questão de nenhuma forma. “Ainda temos muitos desafios com o home office, vemos que um dos principais é promover um ambiente mais confortável para o colaborador e entender qual é o papel das organizações dentro desse contexto”, explica o CEO.

 

Perspectivas do Processo Seletivo On-line

Os processos seletivos já tinham uma certa afinidade com o mundo digital, principalmente em grandes empresas. Contudo, até então a maioria dos processos seletivos mantinham a realização das etapas finais como presenciais.

Dinâmicas em grupo e entrevistas precisaram ser adaptadas para serem desenvolvidas de maneira remota. Antes da pandemia, 54,2% dos respondentes da pesquisa da EDC nunca tinham participado de um processo seletivo on-line.

Essa questão mudou para muita gente, 51,3% das pessoas participaram de pelo menos um processo seletivo à distância depois da pandemia, sendo que 20,3% participaram de mais de cinco.

 

Vantagens dos processos seletivos on-line
•    80% acredita que o processo seletivo on-line proporciona agilidade ao não demandar deslocamento até a empresa;
•    66% enxergam a praticidade como grande ganho, evitando a perda de tempo com a espera na recepção e até mesmo das respostas para próximas fases, é só acessar o link;
•    39% apontam a segurança, no mundo digital existem menos chances de acontecer algum imprevisto, como algum contratempo no trajeto até a entrevista;
•    Para 58% fazer o processo seletivo em casa proporciona mais confiança e segurança, melhorando o desempenho em relação aos processos presenciais.

Desvantagens dos processos seletivos on-line
•    46% não gostam da frieza gerada pelo digital e declaram não conseguir criar empatia com o entrevistador;
•    32% não possuem um local adequado em casa para a entrevista, que é atrapalhada por ruídos e conexão ruim de internet; 
•    29% reclamam de pouco tempo com o entrevistador, dizem que entrevista é muito curta, nunca sobra tempo para explicar competências e habilidades;
•    9% não veem nenhuma desvantagem.

Apesar de todas as desvantagens apontadas, 56,8% dos respondentes da pesquisa da EDC preferem o processo seletivo on-line e, durante a pandemia, 27,3% conseguiram emprego em processos realizados de forma remota.

Outro resultado do levantamento que merece destaque refere-se as dúvidas sobre a permanência destes novos formatos. “No caso do home office ainda existem diferentes incertezas. Em nossa pesquisa vimos que 42,1% dos entrevistados nem sabem se a empresa vai adotar o home office definitivamente ou não, suas empresas ainda não formalizaram como será a retomada”, informa Grazi Piva, Diretora-Executiva de Desenvolvimento de RH e Pessoas da EDC Group.

“Entretanto, em nossa pesquisa identificamos que 57,6% das pessoas preferem o regime de trabalho misto. Enquanto 20,7% preferem trabalhar presencialmente e 21,8% sempre em casa”, ressalta a executiva.

“Daqui para frente se torna ainda mais essencial acompanhar as tendências do mundo digital e conseguir trazer o colaborador para perto para abraçar mudanças necessárias. Não podemos esperar outra pandemia para escancarar atrasos e nos mostrar que é possível fazer diferente”, finaliza Campos Neto.

 

Metodologia
A empresa ouviu mais de 250 pessoas para entender, de maneira mais local, o que as pessoas estão achando do home office e dos processos seletivos on-line com suas vantagens e desvantagens. A pesquisa foi aberta e divulgada nas nossas redes sociais e para os currículos da base de dados da EDC Group.

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Setembro Amarelo & Riscos Psicossociais: o RH Além do "Discurso Natimorto"

Todo mês de setembro chega com a clássica imagem de laços amarelos, mensagens acolhedoras dentre outros elementos mas tais práticas acabam se tornando automáticas com o tempo. Uma pesquisa publicada no Jornal Brasileiro de Psiquiatria (Carro & Nunes, 2021), demonstram que indivíduos acometidos por altos níveis de exaustão emocional e despersonalização — características centrais da Síndrome de Burnout — apresentam taxas significativamente mais elevadas de ideação suicida e pensamentos de autoextermínio quando comparados a grupos não afetados pelo transtorno. O cenário reforça que campanhas temporárias não bastam; a prevenção efetiva exige transformar a cultura organizacional e reestruturar as condições de trabalho ao longo de todo o ano.


Neste artigo será abordado sobre a atualização da NR-01, que entrou em fase de fiscalização no mês de maio de 2026. E a forma da qual o RH pode tratar a saúde mental não como um evento de calendário e sim como um processo.


O que mudou com a NR-01
 

A atualização da Norma Regulamentadora nº 01, formalizada pela Portaria MTE nº 1.419/2024, incluiu os riscos psicossociais dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Na prática, isso significa que fatores como sobrecarga de trabalho, metas inalcançáveis, assédio moral e conflitos interpessoais passaram a ter o mesmo status regulatório dos riscos físicos, químicos e biológicos já conhecidos pelas equipes de Segurança do Trabalho. Depois de um período educativo, a fiscalização com aplicação de multas começou em 26 de maio de 2026, sem previsão de nova prorrogação.
 

Palestra não é gestão de risco
 

Um dos pontos mais repetidos por especialistas trabalhistas é que a conformidade com a nova NR-01 não se resume à realização de palestras ou campanhas de sensibilização. Elas continuam sendo bem-vindas, mas não substituem o que a lei exige: identificação, avaliação e mapeamento formal dos riscos psicossociais dentro do inventário do PGR, com plano de ação documentado, responsáveis definidos e prazos claros. Para o auditor-fiscal, o que importa não é o quanto a empresa falou sobre o tema, e sim o que ela consegue comprovar que fez a respeito. A ação demonstra mais do que palavras.
 

Métricas que realmente importam
 

Transformar saúde mental em gestão exige indicadores concretos, não apenas boas intenções. Entre as métricas mais usadas para monitorar riscos psicossociais e prevenir o burnout, destacam-se:

  •  Taxa de absenteísmo e afastamentos por CID relacionado à saúde mental, que sinaliza tendências antes que se tornem crise.
  •  Turnover por área ou liderança, útil para identificar ambientes de trabalho tóxicos ou sobrecarregados.
  •  Resultados de pesquisas de clima e engajamento, aplicadas com regularidade e não apenas uma vez ao ano.
  •  Questionários validados de avaliação de risco psicossocial, como o COPSOQ-BR, que ajudam a mapear cargas de trabalho, autonomia e suporte percebido.
  •  Uso de canais de escuta e denúncia, que indicam se os colaboradores confiam nos mecanismos internos disponíveis.

Esses dados, quando analisados em conjunto, permitem enxergar padrões e agir antes que o problema vire algo irreversível como afastamento, processo trabalhista ou desligamento.
 

Do mapeamento ao plano de ação
 

Identificar o risco é só o primeiro passo. A norma exige que cada risco mapeado tenha uma resposta prática: ajuste de carga de trabalho, revisão de metas, capacitação de lideranças para identificar sinais de sobrecarga, ou a criação de canais de apoio psicológico. Esse ciclo precisa ser contínuo, como um processo, sempre mantendo a revisão periódica do PGR e atualização do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), e não um documento produzido uma vez e arquivado.

A atualização da NR-01 representa uma mudança de mentalidade: a saúde mental deixou de ser pauta de bem-estar e passou a ser, também, uma questão de conformidade legal e de gestão de risco. Um passo importante para construir ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis. Mais do que cumprir uma exigência regulatória, trata-se de reconhecer que cuidar das pessoas exige método, dados e continuidade.
 

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Agosto Lilás: por que a segurança da mulher também é pauta de trabalho

Todos os anos, o mês de agosto ganha uma cor especial: o lilás. A campanha Agosto Lilás nasceu para lembrar a sociedade sobre a importância do combate à violência contra a mulher e reforçar o conhecimento sobre a Lei Maria da Penha. Mas o que muita gente ainda não percebe é que esse tema vai muito além das redes sociais e das ações pontuais em agosto: ele impacta diretamente a produtividade, o bem-estar e a saúde mental das mulheres no ambiente profissional.

Por isso, empresas comprometidas com pessoas entendem que falar sobre segurança da mulher é, também, falar sobre um ambiente de trabalho mais saudável e humano.

Uma pauta que também é institucional

A cada edição, o movimento ganha reforço de instituições públicas. O Senado Federal, por exemplo, dedica o mês de agosto à campanha, com foco na conscientização e no combate à violência de gênero, promovendo debates sobre projetos relacionados aos direitos das mulheres. Isso mostra que o tema está presente em discussões legislativas, em políticas públicas e, cada vez mais, dentro dos espaços profissionais onde as pessoas passam boa parte de suas vidas.

Por que isso é assunto de trabalho

A violência contra a mulher não fica "do lado de fora" do escritório. Ela atravessa a porta junto com a colaboradora, mesmo quando ninguém percebe. Sinais de que uma mulher pode estar sofrendo violência incluem isolamento social, marcas físicas, medo excessivo do parceiro e justificativas constantes para faltas no trabalho, todos eles diretamente ligados à rotina profissional. Uma colaboradora que vive uma situação de violência tende a apresentar queda de produtividade, dificuldade de concentração, ausências recorrentes e maior desgaste emocional.

O papel das empresas nesse enfrentamento

Cabe às organizações criar ambientes de confiança, onde as pessoas se sintam seguras para pedir ajuda, buscar apoio e ser acolhidas sem julgamento. Isso pode incluir desde ações de conscientização e campanhas internas até políticas de escuta, apoio psicológico e orientação sobre direitos e canais de denúncia. Oferecer apoio e incentivar a busca de ajuda é um papel que a sociedade e, por extensão, as empresas podem e devem exercer como parte de sua responsabilidade com as pessoas.

Canais de apoio: para onde encaminhar quem precisa de ajuda

Saber a quem recorrer pode ser decisivo:

  • Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher do governo federal, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, de forma gratuita, oferecendo orientação sobre direitos, informações sobre a rede de atendimento e o registro de denúncias, que são encaminhadas aos órgãos competentes.
  • O contato também pode ser feito por chat no WhatsApp, no número (61) 9610-0180, ou por e-mail.

Cuidar das pessoas vai além do ambiente físico de trabalho: significa também estar atento ao que cada colaboradora vive fora do escritório. Por isso, consideramos o Agosto Lilás e todas as ações voltadas à segurança e ao bem-estar da mulher  extremamente importantes e necessárias durante todo o ano. 
 

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