Visão do CEO

Nova pesquisa EDC Group: mais de 57% dos brasileiros relatam ter uma relação difícil ou tóxica com sua liderança

Por EDC Group | Publicado em 06/12/2023
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Mensurar a forma como as pessoas se relacionam com o trabalho é crucial para entendermos quais são as melhores estratégias de captação, retenção e gestão de pessoas nesses ambientes. Na EDC Group, estudar esses comportamentos sociais relacionados ao ambiente empresarial já virou rotina, há dois anos desenvolvemos pesquisas que captam dados e abastecem o mercado com recortes sobre as principais problemáticas, desafios e acertos do setor de Recursos Humanos.

Nossa última pesquisa, desenvolvida no último trimestre e publicada com exclusividade pelo Valor Econômico, teve como principal objetivo mensurar o impacto de uma boa, ou ruim liderança tem na satisfação, saúde e desempenho dos colaboradores. Entre os dados que chamam a atenção, está o percentual de brasileiros que relatam ter uma relação difícil ou tóxica com seus gestores, 57% dos respondentes dizem estar nessa situação.

Tornar essas relações saudáveis é imprescindível para garantir a qualidade de vida, já que a influência que os líderes exercem no dia a dia dos trabalhadores transcende até mesmo a linha entre o trabalho e a vida pessoal. O estudo realizado pela The Workforce Institute revela que as atitudes das lideranças das companhias exercem impacto direto na saúde mental de 69% dos colaboradores. Ainda de acordo com o levantamento, o percentual de influência no bem-estar dos funcionários é o mesmo para parceiros e outras pessoas de convívio contínuo.

Essa força que os altos cargos exercem diante de seus subordinados, de acordo com a amostragem que desenvolvemos na EDC Group, é ainda mais preocupante para pessoas entre 25 e 44 anos e em posições hierárquicas de assistente ou analista. Entre os principais problemas relatados pelos respondestes, está o excesso de controle.

Mais de 56% afirmam que seus chefes são controladores sempre ou frequentemente. Outros dados que expiram atenção, é que 63,80% dizem ter dificuldades de relacionamento com a liderança e outros 45,88% relatam se sentir perseguidos por seus gestores.

Nosso principal objetivo com a pesquisa, é endossar o protagonismo que o papel de liderança exerce não somente para a cultura organizacional das empresas, mas, sobretudo, na vida dos indivíduos. Um gestor mal preparado pode gerar inúmeros prejuízos de produtividade, retenção e crescimento para a empresa. Porém, não podemos deixar de ressaltar os custos imensuráveis causados na saúde mental das equipes lideradas por esses chefes altamente despreparados.

Um contraponto interessante do levantamento é que desmembrando os dados, grande parte dos respondentes (37%) elenca a relação com a chefia enquanto difícil. Já o segundo maior número fica por conta das experiências tóxicas, 20% dos trabalhadores classificam seus gestores dessa forma. Em paralelo a isso, outros 19% dizem ter um relacionamento bom com seus líderes. A balança que tende a tornar a experiência dos brasileiros ruim no trabalho pende para o lado dos chefes difíceis.

Esse é um dado que chama muita atenção. Afinal, temos a maioria dos trabalhadores lidando com gestores que não chegam a ser tóxicos, mas que também não podem ser considerados bons, justamente pela dificuldade de lidar com esses profissionais. Devemos enxergar esse perfil de liderança enquanto um comportamento de transição para o tóxico que pode e deve ser revertido. Ao contrário dos chefes que já são considerados tóxicos, esses indivíduos ainda possuem uma margem maior de potencial de mudança.

No que diz respeito ao poder que uma liderança humanizada e assertiva, os dados demonstram que um bom relacionamento com o gestor é capaz de inclusive fazer com que os funcionários decidam continuar em uma empresa considerando principalmente esse fator. Mais de 36% dos respondentes decidiram continuar em um trabalho exclusivamente pela boa gestão de um líder.

Entretanto, essa não é a realidade da maioria, já que 64,16% das pessoas pretendem trocar de emprego nos próximos 12 meses. Os principais propulsores da insatisfação são, em ordem, a necessidade de progressão de carreira, insatisfação com o salário atual, ambiente de trabalho tóxico e insatisfação com o chefe.

Para mudar esse cenário é necessário que os gestores estejam abertos a críticas e feedbacks, dessa forma, é possível ajustar os comportamentos que endossam esse cenário. Entretanto, de acordo com os trabalhadores, mais de 28% dos chefes nunca estão dispostos a ouvir sugestões, diferença percentual considerável se comparado com os que são receptivos nesse aspecto (20%).

Os traços apontados enquanto difíceis ou tóxicos pelos colaboradores demonstram que essa é uma realidade que se retroalimenta. Como discutir mudanças com pessoas que não estão abertos ao diálogo? Por isso, é importante que a alta liderança seja selecionada e treinada cuidadosamente, a fim de garantir que esses profissionais sejam capazes de identificar esses comportamentos de risco e reportá-los em forma de feedback e treinamentos para esses gerentes. Ninguém é obrigado a nascer líder e já ter todas as habilidades para o cargo, bons líderes são ser treinados constantemente.

Evoluímos muito na forma como os líderes enxergam essa posição, mas nossa pesquisa demonstra que ainda temos um árduo caminho pela frente. Na EDC Group investimentos e acreditamos na força e impacto que o trabalho exerce na vida das pessoas, cabe a nós garantirmos que essas trocas sejam saudáveis e produtivas para líderes e colaboradores.

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Softwares completos e unificados: por que sua empresa não pode mais depender de sistemas isolados

Quantas ferramentas diferentes sua equipe usa para gerir o dia a dia? Planilhas, sistemas de ponto, plataformas de benefícios, softwares de folha... A fragmentação de dados é um dos maiores obstáculos à produtividade das empresas modernas. Softwares completos e unificados surgem para eliminar esse caos digital, integrando todas as operações em um único ambiente inteligente e confiável.

  • O problema dos sistemas isolados: Informações dispersas geram retrabalho, inconsistências e dificultam análises estratégicas. Cada sistema adicional representa um novo ponto de falha e custo de manutenção.
  • Vantagens da unificação: Uma plataforma centralizada reúne dados de RH, financeiro, benefícios e gestão de pessoas em tempo real, permitindo visibilidade total e decisões mais ágeis.
  • Integração e automação: Sistemas integrados eliminam tarefas manuais repetitivas, reduzem erros humanos e liberam os times para atividades de maior valor estratégico.
  • Escalabilidade e conformidade: Soluções unificadas acompanham o crescimento da empresa e facilitam a conformidade com obrigações legais como eSocial e LGPD.

Adotar um software completo e unificado é uma decisão estratégica que vai muito além da tecnologia é uma escolha por mais eficiência, menos desperdício e maior controle. Em um cenário onde dados são ativos valiosos, centralizar informações é o primeiro passo para transformar a operação e impulsionar o crescimento do negócio.
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Gestão comportamental: como transformar comportamentos em resultados estratégicos

Em um mercado cada vez mais competitivo, as empresas perceberam que habilidades técnicas sozinhas não garantem alta performance. É justamente o comportamento das pessoas  a forma como se comunicam, colaboram e reagem a desafios que determina, em grande parte, os resultados organizacionais. A gestão comportamental surge como resposta a essa necessidade, oferecendo ferramentas práticas para identificar perfis, alinhar expectativas e desenvolver equipes com mais inteligência e precisão.

  • O que é gestão comportamental: Aplicação de metodologias psicológicas e analíticas para compreender padrões de comportamento e utilizá-los como base para decisões de RH do recrutamento à avaliação de desempenho.
  • Ferramentas e metodologias: DISC, MBTI e People Analytics permitem mapear estilos comportamentais, pontos fortes e áreas de desenvolvimento de cada profissional.
  • Impacto na liderança: Gestores que conhecem o perfil comportamental da equipe conseguem delegar melhor, reduzir conflitos e aumentar o engajamento.
  • Retenção e clima organizacional: Empresas que investem nessa abordagem registram menor turnover, criando ambientes mais alinhados às necessidades individuais.

A gestão comportamental não é uma tendência passageira, é uma mudança de mentalidade. Ao colocar o comportamento humano no centro das decisões estratégicas, as organizações ganham eficiência, coesão e resultados sustentáveis. Investir nessa abordagem é, antes de tudo, investir nas pessoas que fazem a empresa crescer.
 

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