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O ChatGPT pode auxiliar os recrutadores? Entenda o poder dessa ferramenta para o setor de RH

Por EDC Group | Publicado em 11/08/2023
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O recrutamento e a seleção de candidatos são etapas cruciais para qualquer empresa que deseja construir uma equipe talentosa e bem-sucedida. Tradicionalmente, esse processo envolve várias interações entre recrutadores e candidatos, desde a triagem inicial até as entrevistas finais. No entanto, com o avanço da tecnologia, novas ferramentas estão sendo desenvolvidas para melhorar e agilizar esse processo. Uma dessas ferramentas que pode otimizar o trabalho dos recrutadores é o ChatGPT, um modelo de linguagem de inteligência artificial generativa desenvolvido pela OpenAI.

Nesse cenário, o uso da aprendizagem de máquina, também conhecida como machine learning, tem se mostrado uma ferramenta poderosa para os recrutadores. Com a capacidade de analisar grandes volumes de dados de forma automatizada e identificar padrões e correlações sutis, o machine learning permite aos recrutadores tomar decisões mais informadas e eficientes durante o processo de seleção

O ChatGPT e outras ferramentas baseadas em LLM (large language model) são capazes de compreender e gerar texto em linguagem natural, tornando-o uma ferramenta valiosa para auxiliar tanto os recrutadores quanto os candidatos em diferentes estágios do processo de seleção. Algoritmos de machine learning podem ser treinados para identificar características específicas nos currículos e perfis dos candidatos, como experiência relevante, habilidades técnicas e competências comportamentais. Com o auxílio do machine learning, os recrutadores podem economizar tempo e recursos valiosos, garantindo que apenas os candidatos mais qualificados progridam no processo, aumentando assim a eficácia e a precisão das contratações.

Para mim, essa inteligência tem sido muito útil no processo de criar a descrição e perfil das oportunidades, baseado nas skills estabelecidas pelas empresas. Diante disso, separei mais algumas maneiras de otimizar o seu trabalho de recrutamento e seleção utilizando essa nova ferramenta:

Triagem inicial eficiente

Os recrutadores podem usar o ChatGPT para automatizar a triagem inicial de currículos e cartas de apresentação. O modelo pode analisar o conteúdo e fornecer uma pontuação de adequação com base nas palavras-chave e nos critérios pré-definidos. Isso economiza tempo para os recrutadores, permitindo que eles se concentrem em candidatos que atendam aos requisitos mínimos.

Respostas a perguntas frequentes

Os candidatos geralmente têm várias dúvidas sobre o processo de seleção, como requisitos do cargo, benefícios, cultura da empresa, entre outros. As empresas hoje podem ter sistemas com inteligência artificial generativa (como Chatgpt) e ele pode ser treinado com base nas perguntas frequentes recebidas pelos recrutadores e fornecer respostas precisas e consistentes para os candidatos. Isso ajuda a reduzir a carga de trabalho dos recrutadores, além de fornecer uma experiência melhor para os participantes dos processos seletivos.

Entrevistas virtuais

Com a popularização do trabalho remoto, as entrevistas virtuais se tornaram comuns. O ChatGPT pode ser usado como um assistente virtual durante essas entrevistas, ajudando a fornecer perguntas padronizadas aos candidatos e registrar suas respostas. Isso permite uma avaliação mais objetiva e uma comparação justa entre os candidatos.

Avaliação de competências

Muitas vezes, os recrutadores precisam avaliar as habilidades e competências dos candidatos, especialmente em áreas técnicas. Os sistema de IA generativa podem ser treinados para realizar testes práticos, onde os candidatos interagem com o modelo para demonstrar seu conhecimento e habilidades. Essa abordagem ajuda a identificar rapidamente os candidatos mais qualificados e reduzir o viés humano na avaliação. Além disso, também é possível consultar o Chat para a criação e correção de testes práticos.

Melhoria contínua do processo

O ChatGPT tem a capacidade de aprender com os dados fornecidos e se adaptar com o tempo. Os feedbacks dos recrutadores e dos candidatos podem ser utilizados para treinar o modelo e melhorar sua eficiência e precisão. Com o tempo, a ferramenta pode se tornar um assistente virtual altamente especializado nas tarefas diárias dos recrutadores.

É fato que ferramentas que utilizam inteligência artificial generativa continuarão emergindo e revolucionando a forma como trabalhamos e produzimos. Entretanto, não existe espaço para pânico. Assim como corretor ortográfico do Word não substituiu o conhecimento por gramática ou o trabalho dos professores de língua portuguesa, o ChatGPT não irá extinguir trabalhos. Cabe aos profissionais se adaptarem para utilizar essa nova tecnologia enquanto uma aliada, além de aprenderem a fazer as perguntas corretas para se destacarem pela habilidade de domínio desses programas.

Para além das minhas atribuições dentro do setor de recursos humanos, o ChatGPT tem me auxiliando em diversas tarefas, inclusive nesse artigo. Todo esse texto que você está lendo foi revisado por essa inteligência. Além disso, o Chat me concedeu dicas para deixar esse conteúdo ainda mais relevante e eu as segui. Bem legal, né? Esse é o poder da tecnologia interativa. Não devemos temê-la e sim, aprender como tornar nosso dia a dia mais assertivo. E você, já está se aventurando com as novas inteligências artificiais?

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Setembro Amarelo & Riscos Psicossociais: o RH Além do "Discurso Natimorto"

Todo mês de setembro chega com a clássica imagem de laços amarelos, mensagens acolhedoras dentre outros elementos mas tais práticas acabam se tornando automáticas com o tempo. Uma pesquisa publicada no Jornal Brasileiro de Psiquiatria (Carro & Nunes, 2021), demonstram que indivíduos acometidos por altos níveis de exaustão emocional e despersonalização — características centrais da Síndrome de Burnout — apresentam taxas significativamente mais elevadas de ideação suicida e pensamentos de autoextermínio quando comparados a grupos não afetados pelo transtorno. O cenário reforça que campanhas temporárias não bastam; a prevenção efetiva exige transformar a cultura organizacional e reestruturar as condições de trabalho ao longo de todo o ano.


Neste artigo será abordado sobre a atualização da NR-01, que entrou em fase de fiscalização no mês de maio de 2026. E a forma da qual o RH pode tratar a saúde mental não como um evento de calendário e sim como um processo.


O que mudou com a NR-01
 

A atualização da Norma Regulamentadora nº 01, formalizada pela Portaria MTE nº 1.419/2024, incluiu os riscos psicossociais dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Na prática, isso significa que fatores como sobrecarga de trabalho, metas inalcançáveis, assédio moral e conflitos interpessoais passaram a ter o mesmo status regulatório dos riscos físicos, químicos e biológicos já conhecidos pelas equipes de Segurança do Trabalho. Depois de um período educativo, a fiscalização com aplicação de multas começou em 26 de maio de 2026, sem previsão de nova prorrogação.
 

Palestra não é gestão de risco
 

Um dos pontos mais repetidos por especialistas trabalhistas é que a conformidade com a nova NR-01 não se resume à realização de palestras ou campanhas de sensibilização. Elas continuam sendo bem-vindas, mas não substituem o que a lei exige: identificação, avaliação e mapeamento formal dos riscos psicossociais dentro do inventário do PGR, com plano de ação documentado, responsáveis definidos e prazos claros. Para o auditor-fiscal, o que importa não é o quanto a empresa falou sobre o tema, e sim o que ela consegue comprovar que fez a respeito. A ação demonstra mais do que palavras.
 

Métricas que realmente importam
 

Transformar saúde mental em gestão exige indicadores concretos, não apenas boas intenções. Entre as métricas mais usadas para monitorar riscos psicossociais e prevenir o burnout, destacam-se:

  •  Taxa de absenteísmo e afastamentos por CID relacionado à saúde mental, que sinaliza tendências antes que se tornem crise.
  •  Turnover por área ou liderança, útil para identificar ambientes de trabalho tóxicos ou sobrecarregados.
  •  Resultados de pesquisas de clima e engajamento, aplicadas com regularidade e não apenas uma vez ao ano.
  •  Questionários validados de avaliação de risco psicossocial, como o COPSOQ-BR, que ajudam a mapear cargas de trabalho, autonomia e suporte percebido.
  •  Uso de canais de escuta e denúncia, que indicam se os colaboradores confiam nos mecanismos internos disponíveis.

Esses dados, quando analisados em conjunto, permitem enxergar padrões e agir antes que o problema vire algo irreversível como afastamento, processo trabalhista ou desligamento.
 

Do mapeamento ao plano de ação
 

Identificar o risco é só o primeiro passo. A norma exige que cada risco mapeado tenha uma resposta prática: ajuste de carga de trabalho, revisão de metas, capacitação de lideranças para identificar sinais de sobrecarga, ou a criação de canais de apoio psicológico. Esse ciclo precisa ser contínuo, como um processo, sempre mantendo a revisão periódica do PGR e atualização do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), e não um documento produzido uma vez e arquivado.

A atualização da NR-01 representa uma mudança de mentalidade: a saúde mental deixou de ser pauta de bem-estar e passou a ser, também, uma questão de conformidade legal e de gestão de risco. Um passo importante para construir ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis. Mais do que cumprir uma exigência regulatória, trata-se de reconhecer que cuidar das pessoas exige método, dados e continuidade.
 

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Agosto Lilás: por que a segurança da mulher também é pauta de trabalho

Todos os anos, o mês de agosto ganha uma cor especial: o lilás. A campanha Agosto Lilás nasceu para lembrar a sociedade sobre a importância do combate à violência contra a mulher e reforçar o conhecimento sobre a Lei Maria da Penha. Mas o que muita gente ainda não percebe é que esse tema vai muito além das redes sociais e das ações pontuais em agosto: ele impacta diretamente a produtividade, o bem-estar e a saúde mental das mulheres no ambiente profissional.

Por isso, empresas comprometidas com pessoas entendem que falar sobre segurança da mulher é, também, falar sobre um ambiente de trabalho mais saudável e humano.

Uma pauta que também é institucional

A cada edição, o movimento ganha reforço de instituições públicas. O Senado Federal, por exemplo, dedica o mês de agosto à campanha, com foco na conscientização e no combate à violência de gênero, promovendo debates sobre projetos relacionados aos direitos das mulheres. Isso mostra que o tema está presente em discussões legislativas, em políticas públicas e, cada vez mais, dentro dos espaços profissionais onde as pessoas passam boa parte de suas vidas.

Por que isso é assunto de trabalho

A violência contra a mulher não fica "do lado de fora" do escritório. Ela atravessa a porta junto com a colaboradora, mesmo quando ninguém percebe. Sinais de que uma mulher pode estar sofrendo violência incluem isolamento social, marcas físicas, medo excessivo do parceiro e justificativas constantes para faltas no trabalho, todos eles diretamente ligados à rotina profissional. Uma colaboradora que vive uma situação de violência tende a apresentar queda de produtividade, dificuldade de concentração, ausências recorrentes e maior desgaste emocional.

O papel das empresas nesse enfrentamento

Cabe às organizações criar ambientes de confiança, onde as pessoas se sintam seguras para pedir ajuda, buscar apoio e ser acolhidas sem julgamento. Isso pode incluir desde ações de conscientização e campanhas internas até políticas de escuta, apoio psicológico e orientação sobre direitos e canais de denúncia. Oferecer apoio e incentivar a busca de ajuda é um papel que a sociedade e, por extensão, as empresas podem e devem exercer como parte de sua responsabilidade com as pessoas.

Canais de apoio: para onde encaminhar quem precisa de ajuda

Saber a quem recorrer pode ser decisivo:

  • Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher do governo federal, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, de forma gratuita, oferecendo orientação sobre direitos, informações sobre a rede de atendimento e o registro de denúncias, que são encaminhadas aos órgãos competentes.
  • O contato também pode ser feito por chat no WhatsApp, no número (61) 9610-0180, ou por e-mail.

Cuidar das pessoas vai além do ambiente físico de trabalho: significa também estar atento ao que cada colaboradora vive fora do escritório. Por isso, consideramos o Agosto Lilás e todas as ações voltadas à segurança e ao bem-estar da mulher  extremamente importantes e necessárias durante todo o ano. 
 

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