Visão do CEO

Como entender a terceirização com estratégia na gestão de pessoas

Por EDC Group | Publicado em 08/11/2021
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* Por Daniel Machado de Campos Neto

Hoje em dia ainda existe um certo preconceito com o profissional terceirizado que atua no mercado de trabalho. O outsourcing é uma oportunidade de mão dupla: as empresas podem contratar um colaborador especializado com rapidez e facilidade e o profissional pode almejar ainda mais dinamismo para a sua carreira.

O outsourcing é um termo em inglês que significa terceirização de mão de obra, mas neste caso estamos falando de um serviço especializado. Essa é uma alternativa perfeita para empresas que não possuem expertise ou infraestrutura para executar determinadas atividades e que usando a mão de obra terceirizada pode contar com um time especializado pelo período específico.

Nessa vertente a terceirização proporciona facilidade na aquisição de serviços primordiais para o funcionamento e competitividade de diferentes negócios, garantindo que a sua instituição possa focar no que ela sabe fazer, enquanto os especialistas da consultoria terceirizada cuidam do restante.

O mercado do profissional terceirizado

Uma pesquisa realizada anualmente pela WEC (Confederação Internacional das Agências de Emprego) destacou que o mercado de terceirização e serviços de RH movimentou €495 bilhões. Sendo que o setor de serviços foi o que mais contratou mão de obra terceirizada e temporária em todo o mundo. Vale destacar que na América do Sul esse número fica em 47%, por isso que a EDC que sempre focou no setor industrial vai através investir através das suas três novas frentes investir em um atendimento ainda melhor no setor de serviços.

Quando olhamos o porcentual de profissionais terceirizados em relação a população economicamente ativa, o Brasil fica atrás da Inglaterra, Holanda e França, respectivamente. A pesquisa mostra que países desenvolvidos usam um porcentual maior de mão de obra terceirizada que os países em desenvolvimento. Vale ressaltar que nestes países citados na pesquisa, o papel estratégico da terceirização já é compreendido por governos e empresários.

Para o Brasil se tornar um País desenvolvido neste quesito é importante considerar que o trabalhado “terceirizado” é um caminho que pode ser seguido e trazer bons resultados. A terceirização, no Brasil, é vista como um “subemprego” e não como uma ferramenta da estratégia de gestão de pessoas nas empresas, consequentemente o País não aparece na lista dos maiores mercados para as consultorias de RH.

Para algumas pessoas ser bem sucedida no trabalho significava ter uma carreira estável, entrar em uma empresa e criar vínculos por muitos anos. Neste contexto, o terceirizado era visto como instável e, portanto, mal sucedido. Os tempos mudaram, as novas gerações não têm esse tipo de conexão com as empresas e possuem uma outra visão sobre o sucesso profissional, o que era uma desvantagem tornou-se uma vantagem: trabalhar em uma consultoria oferece uma carreira dinâmica. Afinal, o profissional terceirizado pode atuar em diferentes projetos e empresas sem ter que trocar de emprego.

Potencialização dos resultados da organização

O processo de terceirização permite que a empresa aumente a produtividade e otimize processos rotineiros, extraindo o máximo potencial de cada área. Assim, é possível aumentar a produção, acessar as melhores tecnologias e reduzir custos dentro da sua organização.

Ao delegar algumas funções, otimizar tempo de equipe e morar a qualidade das entregas para o cliente final, vale destacar que é muito importante contratar uma empresa que de fato se preocupe em assegurar os diretos das pessoas contratadas, de tal forma que todos saiam ganhando.

Por isso ressalto que a EDC Group segue investindo para fazer com o que a terceirização seja vista como importante ferramenta estratégica que é. Isso contribui para a valorização dos profissionais terceirizados, que devem ser observados como peça fundamental dessa engrenagem que trabalha, transforma pessoas e conecta negócios.

E agora, como você enxerga o profissional terceirizado? Espero que seja com os mesmos olhos da EDC!

* CEO da EDC Group

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Setembro Amarelo & Riscos Psicossociais: o RH Além do "Discurso Natimorto"

Todo mês de setembro chega com a clássica imagem de laços amarelos, mensagens acolhedoras dentre outros elementos mas tais práticas acabam se tornando automáticas com o tempo. Uma pesquisa publicada no Jornal Brasileiro de Psiquiatria (Carro & Nunes, 2021), demonstram que indivíduos acometidos por altos níveis de exaustão emocional e despersonalização — características centrais da Síndrome de Burnout — apresentam taxas significativamente mais elevadas de ideação suicida e pensamentos de autoextermínio quando comparados a grupos não afetados pelo transtorno. O cenário reforça que campanhas temporárias não bastam; a prevenção efetiva exige transformar a cultura organizacional e reestruturar as condições de trabalho ao longo de todo o ano.


Neste artigo será abordado sobre a atualização da NR-01, que entrou em fase de fiscalização no mês de maio de 2026. E a forma da qual o RH pode tratar a saúde mental não como um evento de calendário e sim como um processo.


O que mudou com a NR-01
 

A atualização da Norma Regulamentadora nº 01, formalizada pela Portaria MTE nº 1.419/2024, incluiu os riscos psicossociais dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Na prática, isso significa que fatores como sobrecarga de trabalho, metas inalcançáveis, assédio moral e conflitos interpessoais passaram a ter o mesmo status regulatório dos riscos físicos, químicos e biológicos já conhecidos pelas equipes de Segurança do Trabalho. Depois de um período educativo, a fiscalização com aplicação de multas começou em 26 de maio de 2026, sem previsão de nova prorrogação.
 

Palestra não é gestão de risco
 

Um dos pontos mais repetidos por especialistas trabalhistas é que a conformidade com a nova NR-01 não se resume à realização de palestras ou campanhas de sensibilização. Elas continuam sendo bem-vindas, mas não substituem o que a lei exige: identificação, avaliação e mapeamento formal dos riscos psicossociais dentro do inventário do PGR, com plano de ação documentado, responsáveis definidos e prazos claros. Para o auditor-fiscal, o que importa não é o quanto a empresa falou sobre o tema, e sim o que ela consegue comprovar que fez a respeito. A ação demonstra mais do que palavras.
 

Métricas que realmente importam
 

Transformar saúde mental em gestão exige indicadores concretos, não apenas boas intenções. Entre as métricas mais usadas para monitorar riscos psicossociais e prevenir o burnout, destacam-se:

  •  Taxa de absenteísmo e afastamentos por CID relacionado à saúde mental, que sinaliza tendências antes que se tornem crise.
  •  Turnover por área ou liderança, útil para identificar ambientes de trabalho tóxicos ou sobrecarregados.
  •  Resultados de pesquisas de clima e engajamento, aplicadas com regularidade e não apenas uma vez ao ano.
  •  Questionários validados de avaliação de risco psicossocial, como o COPSOQ-BR, que ajudam a mapear cargas de trabalho, autonomia e suporte percebido.
  •  Uso de canais de escuta e denúncia, que indicam se os colaboradores confiam nos mecanismos internos disponíveis.

Esses dados, quando analisados em conjunto, permitem enxergar padrões e agir antes que o problema vire algo irreversível como afastamento, processo trabalhista ou desligamento.
 

Do mapeamento ao plano de ação
 

Identificar o risco é só o primeiro passo. A norma exige que cada risco mapeado tenha uma resposta prática: ajuste de carga de trabalho, revisão de metas, capacitação de lideranças para identificar sinais de sobrecarga, ou a criação de canais de apoio psicológico. Esse ciclo precisa ser contínuo, como um processo, sempre mantendo a revisão periódica do PGR e atualização do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), e não um documento produzido uma vez e arquivado.

A atualização da NR-01 representa uma mudança de mentalidade: a saúde mental deixou de ser pauta de bem-estar e passou a ser, também, uma questão de conformidade legal e de gestão de risco. Um passo importante para construir ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis. Mais do que cumprir uma exigência regulatória, trata-se de reconhecer que cuidar das pessoas exige método, dados e continuidade.
 

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Agosto Lilás: por que a segurança da mulher também é pauta de trabalho

Todos os anos, o mês de agosto ganha uma cor especial: o lilás. A campanha Agosto Lilás nasceu para lembrar a sociedade sobre a importância do combate à violência contra a mulher e reforçar o conhecimento sobre a Lei Maria da Penha. Mas o que muita gente ainda não percebe é que esse tema vai muito além das redes sociais e das ações pontuais em agosto: ele impacta diretamente a produtividade, o bem-estar e a saúde mental das mulheres no ambiente profissional.

Por isso, empresas comprometidas com pessoas entendem que falar sobre segurança da mulher é, também, falar sobre um ambiente de trabalho mais saudável e humano.

Uma pauta que também é institucional

A cada edição, o movimento ganha reforço de instituições públicas. O Senado Federal, por exemplo, dedica o mês de agosto à campanha, com foco na conscientização e no combate à violência de gênero, promovendo debates sobre projetos relacionados aos direitos das mulheres. Isso mostra que o tema está presente em discussões legislativas, em políticas públicas e, cada vez mais, dentro dos espaços profissionais onde as pessoas passam boa parte de suas vidas.

Por que isso é assunto de trabalho

A violência contra a mulher não fica "do lado de fora" do escritório. Ela atravessa a porta junto com a colaboradora, mesmo quando ninguém percebe. Sinais de que uma mulher pode estar sofrendo violência incluem isolamento social, marcas físicas, medo excessivo do parceiro e justificativas constantes para faltas no trabalho, todos eles diretamente ligados à rotina profissional. Uma colaboradora que vive uma situação de violência tende a apresentar queda de produtividade, dificuldade de concentração, ausências recorrentes e maior desgaste emocional.

O papel das empresas nesse enfrentamento

Cabe às organizações criar ambientes de confiança, onde as pessoas se sintam seguras para pedir ajuda, buscar apoio e ser acolhidas sem julgamento. Isso pode incluir desde ações de conscientização e campanhas internas até políticas de escuta, apoio psicológico e orientação sobre direitos e canais de denúncia. Oferecer apoio e incentivar a busca de ajuda é um papel que a sociedade e, por extensão, as empresas podem e devem exercer como parte de sua responsabilidade com as pessoas.

Canais de apoio: para onde encaminhar quem precisa de ajuda

Saber a quem recorrer pode ser decisivo:

  • Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher do governo federal, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, de forma gratuita, oferecendo orientação sobre direitos, informações sobre a rede de atendimento e o registro de denúncias, que são encaminhadas aos órgãos competentes.
  • O contato também pode ser feito por chat no WhatsApp, no número (61) 9610-0180, ou por e-mail.

Cuidar das pessoas vai além do ambiente físico de trabalho: significa também estar atento ao que cada colaboradora vive fora do escritório. Por isso, consideramos o Agosto Lilás e todas as ações voltadas à segurança e ao bem-estar da mulher  extremamente importantes e necessárias durante todo o ano. 
 

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