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Hard Skills e Soft Skills: o que são e qual a diferença?

Entendendo as Competências Técnicas e Comportamentais no Ambiente Profissional

Por EDC Group | Publicado em 27/11/2023
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Hard skills e soft skills são dois tipos de habilidades que são essenciais para o sucesso profissional. Hard skills são habilidades técnicas e específicas de uma determinada área de atuação. Soft skills, por outro lado, são habilidades comportamentais e interpessoais.

Hard Skills

Hard skills são habilidades que podem ser aprendidas e mensuradas, como conhecimento de softwares, idiomas, técnicas e procedimentos. Elas são importantes para o desempenho de tarefas específicas e para o alcance de objetivos profissionais. São as habilidades que se aprende nas faculdades, que caracterizam, uma profissão.

Alguns exemplos de hard skills incluem:

●      Conhecimento de softwares: Adobe Photoshop, Microsoft Office, SQL, Python, etc.

●      Idiomas: Inglês, espanhol, francês, alemão, etc.

●      Técnicas e procedimentos: Enfermagem, Direito, Engenharia, Administração, etc.

Soft Skills

Soft skills são habilidades que são mais difíceis de serem aprendidas e mensuradas, como comunicação, trabalho em equipe, liderança, inteligência emocional, etc. Elas são importantes para o relacionamento interpessoal, o sucesso na carreira e a satisfação no trabalho.

Alguns exemplos de soft skills incluem:

●      Comunicação: Capacidade de se comunicar de forma clara, eficaz e assertiva.

●      Trabalho em equipe: Capacidade de trabalhar em conjunto com outras pessoas para alcançar um objetivo comum.

●      Liderança: Capacidade de influenciar e motivar outras pessoas.

●      Inteligência emocional: Capacidade de entender e gerenciar as próprias emoções e as emoções dos outros.

A importância de Hard Skills e Soft Skills

Tanto hard skills quanto soft skills são importantes para o sucesso profissional. Hard skills são essenciais para o desempenho de tarefas específicas, enquanto soft skills são importantes para o relacionamento interpessoal e o sucesso na carreira.

Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, os profissionais que possuem um conjunto de hard skills e soft skills fortes são mais bem-sucedidos. Eles são mais propensos a conseguir um emprego, a ser promovidos e a ganhar mais dinheiro.

Existe um ditado no mundo de RH que diz que as pessoas são contratadas por suas Hard Skills e demitidas por suas Soft Skills (ou a falta delas).

Como desenvolver Hard Skills e Soft Skills

Hard skills podem ser desenvolvidas através de cursos, treinamentos e experiência profissional. Soft skills, por outro lado, podem ser desenvolvidas através de autoconhecimento, feedback e treinamento.

Aqui estão algumas dicas para desenvolver hard skills e soft skills:

●      Faça cursos e treinamentos: Existem muitos cursos e treinamentos disponíveis online e presencialmente que podem ajudar você a desenvolver hard skills.

●      Busque experiência profissional: A melhor maneira de aprender hard skills é praticando-as no trabalho.

●      Seja um aprendiz ativo: Esteja sempre disposto a aprender coisas novas e a melhorar suas habilidades.

●      Busque feedback: Solicite feedback de seus colegas, chefes e clientes para identificar suas áreas de melhoria.

●      Participe de atividades que desenvolvam soft skills: Existem muitas atividades e cursos que podem ajudar você a desenvolver soft skills, como cursos de comunicação, liderança e inteligência emocional.

Ao desenvolver hard skills e soft skills, você estará se tornando um profissional mais completo e competitivo.

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Setembro Amarelo & Riscos Psicossociais: o RH Além do "Discurso Natimorto"

Todo mês de setembro chega com a clássica imagem de laços amarelos, mensagens acolhedoras dentre outros elementos mas tais práticas acabam se tornando automáticas com o tempo. Uma pesquisa publicada no Jornal Brasileiro de Psiquiatria (Carro & Nunes, 2021), demonstram que indivíduos acometidos por altos níveis de exaustão emocional e despersonalização — características centrais da Síndrome de Burnout — apresentam taxas significativamente mais elevadas de ideação suicida e pensamentos de autoextermínio quando comparados a grupos não afetados pelo transtorno. O cenário reforça que campanhas temporárias não bastam; a prevenção efetiva exige transformar a cultura organizacional e reestruturar as condições de trabalho ao longo de todo o ano.


Neste artigo será abordado sobre a atualização da NR-01, que entrou em fase de fiscalização no mês de maio de 2026. E a forma da qual o RH pode tratar a saúde mental não como um evento de calendário e sim como um processo.


O que mudou com a NR-01
 

A atualização da Norma Regulamentadora nº 01, formalizada pela Portaria MTE nº 1.419/2024, incluiu os riscos psicossociais dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Na prática, isso significa que fatores como sobrecarga de trabalho, metas inalcançáveis, assédio moral e conflitos interpessoais passaram a ter o mesmo status regulatório dos riscos físicos, químicos e biológicos já conhecidos pelas equipes de Segurança do Trabalho. Depois de um período educativo, a fiscalização com aplicação de multas começou em 26 de maio de 2026, sem previsão de nova prorrogação.
 

Palestra não é gestão de risco
 

Um dos pontos mais repetidos por especialistas trabalhistas é que a conformidade com a nova NR-01 não se resume à realização de palestras ou campanhas de sensibilização. Elas continuam sendo bem-vindas, mas não substituem o que a lei exige: identificação, avaliação e mapeamento formal dos riscos psicossociais dentro do inventário do PGR, com plano de ação documentado, responsáveis definidos e prazos claros. Para o auditor-fiscal, o que importa não é o quanto a empresa falou sobre o tema, e sim o que ela consegue comprovar que fez a respeito. A ação demonstra mais do que palavras.
 

Métricas que realmente importam
 

Transformar saúde mental em gestão exige indicadores concretos, não apenas boas intenções. Entre as métricas mais usadas para monitorar riscos psicossociais e prevenir o burnout, destacam-se:

  •  Taxa de absenteísmo e afastamentos por CID relacionado à saúde mental, que sinaliza tendências antes que se tornem crise.
  •  Turnover por área ou liderança, útil para identificar ambientes de trabalho tóxicos ou sobrecarregados.
  •  Resultados de pesquisas de clima e engajamento, aplicadas com regularidade e não apenas uma vez ao ano.
  •  Questionários validados de avaliação de risco psicossocial, como o COPSOQ-BR, que ajudam a mapear cargas de trabalho, autonomia e suporte percebido.
  •  Uso de canais de escuta e denúncia, que indicam se os colaboradores confiam nos mecanismos internos disponíveis.

Esses dados, quando analisados em conjunto, permitem enxergar padrões e agir antes que o problema vire algo irreversível como afastamento, processo trabalhista ou desligamento.
 

Do mapeamento ao plano de ação
 

Identificar o risco é só o primeiro passo. A norma exige que cada risco mapeado tenha uma resposta prática: ajuste de carga de trabalho, revisão de metas, capacitação de lideranças para identificar sinais de sobrecarga, ou a criação de canais de apoio psicológico. Esse ciclo precisa ser contínuo, como um processo, sempre mantendo a revisão periódica do PGR e atualização do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), e não um documento produzido uma vez e arquivado.

A atualização da NR-01 representa uma mudança de mentalidade: a saúde mental deixou de ser pauta de bem-estar e passou a ser, também, uma questão de conformidade legal e de gestão de risco. Um passo importante para construir ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis. Mais do que cumprir uma exigência regulatória, trata-se de reconhecer que cuidar das pessoas exige método, dados e continuidade.
 

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Agosto Lilás: por que a segurança da mulher também é pauta de trabalho

Todos os anos, o mês de agosto ganha uma cor especial: o lilás. A campanha Agosto Lilás nasceu para lembrar a sociedade sobre a importância do combate à violência contra a mulher e reforçar o conhecimento sobre a Lei Maria da Penha. Mas o que muita gente ainda não percebe é que esse tema vai muito além das redes sociais e das ações pontuais em agosto: ele impacta diretamente a produtividade, o bem-estar e a saúde mental das mulheres no ambiente profissional.

Por isso, empresas comprometidas com pessoas entendem que falar sobre segurança da mulher é, também, falar sobre um ambiente de trabalho mais saudável e humano.

Uma pauta que também é institucional

A cada edição, o movimento ganha reforço de instituições públicas. O Senado Federal, por exemplo, dedica o mês de agosto à campanha, com foco na conscientização e no combate à violência de gênero, promovendo debates sobre projetos relacionados aos direitos das mulheres. Isso mostra que o tema está presente em discussões legislativas, em políticas públicas e, cada vez mais, dentro dos espaços profissionais onde as pessoas passam boa parte de suas vidas.

Por que isso é assunto de trabalho

A violência contra a mulher não fica "do lado de fora" do escritório. Ela atravessa a porta junto com a colaboradora, mesmo quando ninguém percebe. Sinais de que uma mulher pode estar sofrendo violência incluem isolamento social, marcas físicas, medo excessivo do parceiro e justificativas constantes para faltas no trabalho, todos eles diretamente ligados à rotina profissional. Uma colaboradora que vive uma situação de violência tende a apresentar queda de produtividade, dificuldade de concentração, ausências recorrentes e maior desgaste emocional.

O papel das empresas nesse enfrentamento

Cabe às organizações criar ambientes de confiança, onde as pessoas se sintam seguras para pedir ajuda, buscar apoio e ser acolhidas sem julgamento. Isso pode incluir desde ações de conscientização e campanhas internas até políticas de escuta, apoio psicológico e orientação sobre direitos e canais de denúncia. Oferecer apoio e incentivar a busca de ajuda é um papel que a sociedade e, por extensão, as empresas podem e devem exercer como parte de sua responsabilidade com as pessoas.

Canais de apoio: para onde encaminhar quem precisa de ajuda

Saber a quem recorrer pode ser decisivo:

  • Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher do governo federal, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, de forma gratuita, oferecendo orientação sobre direitos, informações sobre a rede de atendimento e o registro de denúncias, que são encaminhadas aos órgãos competentes.
  • O contato também pode ser feito por chat no WhatsApp, no número (61) 9610-0180, ou por e-mail.

Cuidar das pessoas vai além do ambiente físico de trabalho: significa também estar atento ao que cada colaboradora vive fora do escritório. Por isso, consideramos o Agosto Lilás e todas as ações voltadas à segurança e ao bem-estar da mulher  extremamente importantes e necessárias durante todo o ano. 
 

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