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OS CUIDADOS COM A SAÚDE MENTAL NO RETORNO AO TRABALHO

Por EDC Group | Publicado em 29/11/2021
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Consultoria de relações humanas ressalta a importância de um olhar mais humanizado aos colaboradores

A necessidade de adotar o home office devido à pandemia do coronavírus gerou e ainda gera inúmeros desafios, dúvidas e dificuldades, principalmente para as equipes de recursos humanos e líderes de empresa. Passados quase dois anos de todos esses acontecimentos, chegou a hora de voltar às atividades presenciais ou híbridas nos escritórios. E muito tem se falado sobre o que mudou na forma de trabalhar e como as experiências dos últimos meses impactarão no futuro.

“Todos nós fomos obrigados a nos adaptar às mudanças impostas pela pandemia. Além disso, a saúde mental de todos os colaboradores foi consideravelmente afetada e precisou ter uma atenção especial principalmente das empresas”, explica Grazi Piva, diretora executiva de desenvolvimento de relações humanas e pessoas da EDC Uni, empresa integrante da EDC Group. A EDC Uni tem como missão atender aos clientes de forma totalmente personalizada e com um olhar humanizado. “Trabalhamos com soluções integradas e estratégicas em todos os âmbitos de consultoria em relações humanas”, completa a diretora executiva.

Segundo uma pesquisa realizada pelo GPTW (Great Place to Work) sobre novas formas de trabalho, em parceria com a Bynd, especialista em mobilidade corporativa, foi percebido que muitos setores da indústria foram impactados pelas restrições causadas pela pandemia, o que contribuiu para um aumento expressivo das demissões e da taxa de desemprego no País.

“Assim como o mundo mudou, a forma de trabalhar e de contratação também. O perfil de contratação será totalmente diferenciado, assim como a concorrência pelas vagas em aberto. A pesquisa apontou que 42% das pessoas não querem voltar ao presencial, então isso me dá a chance de contratar talentos de diferentes de qualquer localidade para trabalhar. Mas vale lembrar, o home office não é um benefício e sim um modelo de trabalho”, explica Grazi.

Cuidado com a saúde mental

Um dos pontos cruciais e mais importantes que a EDC Uni percebeu durante a pandemia e a retomada aos escritórios foi que muitas empresas não adotaram nenhum procedimento para cuidar da saúde mental de seus colaboradores. O que implicou problemas no retorno ao ambiente de trabalho.

“Neste retorno híbrido aos escritórios, muitas empresas estão nos solicitando palestras motivais aos colaboradores, pois sabemos que muitos estão retornando estressados, desanimados, ansiosos e temerosos. Por isso destacamos que os cuidados com a saúde mental precisam se tornar prioridade uma vez que afeta tanto a produtividade no ambiente corporativo tanto no âmbito pessoal”, diz Grazi.

A diretora executiva da EDC Uni Grazi Piva destaca também outra questão que precisa ser pensada acerca do trabalho presencial são os relacionamentos interpessoais nesta retomada. “O isolamento social por conta da pandemia e o home office fizeram que as pessoas ficassem “enferrujadas”, proporcionando falta de sinergia nas equipes. Por isso, propomos que as empresas que adotaram 100% o home office, no dia que retornarem ao escritório, usem o ritual de cultura, ou seja, não dediquem o dia somente para o trabalho, mas aproveitem o momento para que as pessoas possam conversar e ter o contato físico. Um momento para descomprimir”, finaliza.

Sobre EDC Uni: Empresa especialista em pessoas, desenvolvimento e aprimoramento em estratégias de RH. Além disso, a EDC Uni conta com hunting C-level, treinamentos, palestras, mentorias, testes comportamentais e grandes inovações na área. A empresa auxilia os clientes a desenharem as estratégias de RH e elevar sua performance – seja na captação e retenção dos melhores talentos – ou no desenvolvimento das lideranças e estratégias da empresa, selecionando os executivos do alto escalão e formando as melhores equipes. Sempre valorizando e compreendendo a cultura e os valores dos clientes.

A empresa desenvolveu sua metodologia própria de atração de talentos, com foco nas pessoas, rapidez nos processos, estrutura de captação dos melhores profissionais e flexibilidade para se adaptar aos processos dos clientes, assim como atendimento no estilo HRAS (Human Resource as a Service), onde as empresas ganham um grande reforço na estrutura com um custo mensal recorrente, para que alcancem os melhores resultados através dos processos implantados e revisitados.


SOBRE A EDC GROUP

EDC Group é uma multinacional brasileira com atuação em toda a América Latina e EUA, na área de consultoria e outsourcing de serviços. Com mais de 11 anos de atuação no mercado, a empresa oferece serviços de outsourcing especializado, mão de obra temporária, hunting, BPO e projetos especiais, para as áreas de Engenharia, Manufatura, Logística, Agroindustrial, Telecomunicações, Serviços e Saúde, visando fornecer o profissional adequado a necessidade da empresa, proporcionando a cada colaborador a oportunidade de crescimento e desenvolvimento. Com sede em São Paulo (SP) e filiais em Indaiatuba (SP) e Troy Michigan (EUA), a EDC conta com mais de 300 colaboradores para atender clientes como Siemens, Mercedes-Benz, John Deere, AGCO, ZF, entre outros. Saiba mais:  https://www.edcgroup.com.br

 

Por: Trama Comunicação

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Setembro Amarelo & Riscos Psicossociais: o RH Além do "Discurso Natimorto"

Todo mês de setembro chega com a clássica imagem de laços amarelos, mensagens acolhedoras dentre outros elementos mas tais práticas acabam se tornando automáticas com o tempo. Uma pesquisa publicada no Jornal Brasileiro de Psiquiatria (Carro & Nunes, 2021), demonstram que indivíduos acometidos por altos níveis de exaustão emocional e despersonalização — características centrais da Síndrome de Burnout — apresentam taxas significativamente mais elevadas de ideação suicida e pensamentos de autoextermínio quando comparados a grupos não afetados pelo transtorno. O cenário reforça que campanhas temporárias não bastam; a prevenção efetiva exige transformar a cultura organizacional e reestruturar as condições de trabalho ao longo de todo o ano.


Neste artigo será abordado sobre a atualização da NR-01, que entrou em fase de fiscalização no mês de maio de 2026. E a forma da qual o RH pode tratar a saúde mental não como um evento de calendário e sim como um processo.


O que mudou com a NR-01
 

A atualização da Norma Regulamentadora nº 01, formalizada pela Portaria MTE nº 1.419/2024, incluiu os riscos psicossociais dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Na prática, isso significa que fatores como sobrecarga de trabalho, metas inalcançáveis, assédio moral e conflitos interpessoais passaram a ter o mesmo status regulatório dos riscos físicos, químicos e biológicos já conhecidos pelas equipes de Segurança do Trabalho. Depois de um período educativo, a fiscalização com aplicação de multas começou em 26 de maio de 2026, sem previsão de nova prorrogação.
 

Palestra não é gestão de risco
 

Um dos pontos mais repetidos por especialistas trabalhistas é que a conformidade com a nova NR-01 não se resume à realização de palestras ou campanhas de sensibilização. Elas continuam sendo bem-vindas, mas não substituem o que a lei exige: identificação, avaliação e mapeamento formal dos riscos psicossociais dentro do inventário do PGR, com plano de ação documentado, responsáveis definidos e prazos claros. Para o auditor-fiscal, o que importa não é o quanto a empresa falou sobre o tema, e sim o que ela consegue comprovar que fez a respeito. A ação demonstra mais do que palavras.
 

Métricas que realmente importam
 

Transformar saúde mental em gestão exige indicadores concretos, não apenas boas intenções. Entre as métricas mais usadas para monitorar riscos psicossociais e prevenir o burnout, destacam-se:

  •  Taxa de absenteísmo e afastamentos por CID relacionado à saúde mental, que sinaliza tendências antes que se tornem crise.
  •  Turnover por área ou liderança, útil para identificar ambientes de trabalho tóxicos ou sobrecarregados.
  •  Resultados de pesquisas de clima e engajamento, aplicadas com regularidade e não apenas uma vez ao ano.
  •  Questionários validados de avaliação de risco psicossocial, como o COPSOQ-BR, que ajudam a mapear cargas de trabalho, autonomia e suporte percebido.
  •  Uso de canais de escuta e denúncia, que indicam se os colaboradores confiam nos mecanismos internos disponíveis.

Esses dados, quando analisados em conjunto, permitem enxergar padrões e agir antes que o problema vire algo irreversível como afastamento, processo trabalhista ou desligamento.
 

Do mapeamento ao plano de ação
 

Identificar o risco é só o primeiro passo. A norma exige que cada risco mapeado tenha uma resposta prática: ajuste de carga de trabalho, revisão de metas, capacitação de lideranças para identificar sinais de sobrecarga, ou a criação de canais de apoio psicológico. Esse ciclo precisa ser contínuo, como um processo, sempre mantendo a revisão periódica do PGR e atualização do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), e não um documento produzido uma vez e arquivado.

A atualização da NR-01 representa uma mudança de mentalidade: a saúde mental deixou de ser pauta de bem-estar e passou a ser, também, uma questão de conformidade legal e de gestão de risco. Um passo importante para construir ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis. Mais do que cumprir uma exigência regulatória, trata-se de reconhecer que cuidar das pessoas exige método, dados e continuidade.
 

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Agosto Lilás: por que a segurança da mulher também é pauta de trabalho

Todos os anos, o mês de agosto ganha uma cor especial: o lilás. A campanha Agosto Lilás nasceu para lembrar a sociedade sobre a importância do combate à violência contra a mulher e reforçar o conhecimento sobre a Lei Maria da Penha. Mas o que muita gente ainda não percebe é que esse tema vai muito além das redes sociais e das ações pontuais em agosto: ele impacta diretamente a produtividade, o bem-estar e a saúde mental das mulheres no ambiente profissional.

Por isso, empresas comprometidas com pessoas entendem que falar sobre segurança da mulher é, também, falar sobre um ambiente de trabalho mais saudável e humano.

Uma pauta que também é institucional

A cada edição, o movimento ganha reforço de instituições públicas. O Senado Federal, por exemplo, dedica o mês de agosto à campanha, com foco na conscientização e no combate à violência de gênero, promovendo debates sobre projetos relacionados aos direitos das mulheres. Isso mostra que o tema está presente em discussões legislativas, em políticas públicas e, cada vez mais, dentro dos espaços profissionais onde as pessoas passam boa parte de suas vidas.

Por que isso é assunto de trabalho

A violência contra a mulher não fica "do lado de fora" do escritório. Ela atravessa a porta junto com a colaboradora, mesmo quando ninguém percebe. Sinais de que uma mulher pode estar sofrendo violência incluem isolamento social, marcas físicas, medo excessivo do parceiro e justificativas constantes para faltas no trabalho, todos eles diretamente ligados à rotina profissional. Uma colaboradora que vive uma situação de violência tende a apresentar queda de produtividade, dificuldade de concentração, ausências recorrentes e maior desgaste emocional.

O papel das empresas nesse enfrentamento

Cabe às organizações criar ambientes de confiança, onde as pessoas se sintam seguras para pedir ajuda, buscar apoio e ser acolhidas sem julgamento. Isso pode incluir desde ações de conscientização e campanhas internas até políticas de escuta, apoio psicológico e orientação sobre direitos e canais de denúncia. Oferecer apoio e incentivar a busca de ajuda é um papel que a sociedade e, por extensão, as empresas podem e devem exercer como parte de sua responsabilidade com as pessoas.

Canais de apoio: para onde encaminhar quem precisa de ajuda

Saber a quem recorrer pode ser decisivo:

  • Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher do governo federal, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, de forma gratuita, oferecendo orientação sobre direitos, informações sobre a rede de atendimento e o registro de denúncias, que são encaminhadas aos órgãos competentes.
  • O contato também pode ser feito por chat no WhatsApp, no número (61) 9610-0180, ou por e-mail.

Cuidar das pessoas vai além do ambiente físico de trabalho: significa também estar atento ao que cada colaboradora vive fora do escritório. Por isso, consideramos o Agosto Lilás e todas as ações voltadas à segurança e ao bem-estar da mulher  extremamente importantes e necessárias durante todo o ano. 
 

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