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Como conduzir recrutamentos virtuais com mais eficiência

Por EDC Group | Publicado em 26/11/2020
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O novo artigo do CEO da EDC é direcionado a recrutadores neste momento que depende do mundo digital. O artigo é visto também nos principais veículos do setor:

 

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A entrevista on-line no processo seletivo é sempre um desafio. No entanto, a pandemia da Covid-19 e a necessidade de isolamento social obrigaram profissionais de Recursos Humanos a testar esta modalidade. Embora as empresas tenham avançado na implementação de plataformas e ferramentas para conduzir processos seletivos on-line, ou seja, nos meios, ainda é possível aprimorar seu método, sua forma, e conseguir contratações de perfis mais compatíveis com a cultura organizacional.

É importante ressaltar também que o processo de recrutamento virtual começa antes mesmo da entrevista, desde o momento da divulgação das vagas e oportunidades em sites especializados até o recebimento de currículos por e-mail para serem analisados. A entrevista on-line é a última etapa

Tenho visto muitos conteúdos com dicas sobre processos seletivos on-line voltados para os candidatos, mas nós, recrutadores e profissionais de RH, também fomos surpreendidos com as mudanças que a pandemia trouxe para nosso trabalho. Por isso, optei por explorar o outro lado da mesa neste artigo, e reuni as principais dicas e aprendizados sobre como podemos conduzir o recrutamento virtual com mais eficiência.

Confira:

ANTES DA ENTREVISTA

  • Otimize seu tempo
    Peça ao candidato preencher um formulário on-line com as perguntas iniciais básicas, antes da entrevista. Porém, tenha em mente que há "candidatos profissionais" que entendem que os formulários e questionários do processo seletivo funcionam como filtros, então respondem o que eles julgam ser o correto e não necessariamente a verdade sobre a experiência deles. Desconfie de questionários perfeitos!

 

  • Requisitos claros
    Deixe os requisitos da vaga claros em sua descrição, isso otimiza o tempo da entrevista, evitando gastar tempo explicando itens como: horário de trabalho, local de trabalho etc.

 

  • Vídeos
    Se antes você fazia um processo seletivo em grupo é possível gravar um vídeo, explicando todas as etapas e disponibilizar a todos os candidatos.

 

  • Testes on-line
    Se a sua ferramenta permitir, aplique testes on-line para avaliar todas as hard skills antes agendar a entrevista.

 

  • Confirme informações do CV
    Cruzar a informação do CV com outras fontes, também é uma forma de garantir resultados mais efetivos. É possível, por exemplo, cruzar os dados do CV recebido com o LinkedIn do candidato. Também é possível cruzar a cronologia dos empregos, por meio da carteira de trabalho digital e do e-social.

 

  • Hard skill
    Para checar se o candidato possui realmente as competências que indicou nos formulários, usar exemplos práticos para testá-lo é uma boa pedida. Por exemplo, pedir para citar os projetos em que usou tal competência, onde aprendeu etc.

 

  • Faça a lição de casa
    Estude todas as respostas que o candidato forneceu nos questionários que você criou para focar em perguntas estratégicas.

 

DURANTE A ENTREVISTA

  • Foco em resultados
    Peça para o candidato contar sobre os resultados e entregas realizadas em trabalhos anteriores, para entender sua produtividade.

 

  • Informar a cultura da empresa
    Use um tempo da interação pessoal para falar sobre a cultura da sua empresa, valores importantes, pois com todos trabalhando a distância, o que liga as pessoas é a cultura.

 

  • Transparência sobre o perfil da liderança
    Pessoas pedem demissão do chefe e não da empresa. Isto é fato. Por isso, informar o perfil da liderança da sua empresa, a cultura de gestão, é essencial.

 

  • Peça exemplos situacionais
    Crie situações-problema típicas do setor/vaga e pergunte como o candidato responderia ao chefe. Depois da resposta, inverta a pergunta, como ele faria o pedido ao subordinado, se ele fosse o chefe, por exemplo.

 

  • Informar próximas etapas
    Deixar claro quais e como serão as próximas etapas, principalmente, quando os candidatos receberão as respostas. Caso contrário, sua caixa de e-mail ficará lotada com pedidos de atualizações sobre o processo seletivo.

 

  • Feedback
    Se vc se comprometeu a dar feedback, dê a todos os candidatos. Hoje, alguns sistemas auxiliam em enviar respostas "padronizadas".

 

  • Olho no olho
    Em uma entrevista presencial manter o foco no candidato, é mais simples. Já em vídeo chamada, evite olhar seus e-mails ou outras janelas que estejam abertas no computador. O candidato percebe quando o olhar do entrevistador não está focado na imagem dele.

 

Daniel Machado de Campos Neto,  CEO da EDC Group.

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O "S" do ESG e a Saúde Feminina

Durante muito tempo, a sigla ESG foi lida quase exclusivamente pelas suas outras lentes como as do "E" e do "G". Metas de emissões, estrutura de conselhos e políticas anticorrupção ocuparam a maior parte das conversas nos comitês. O "S", de Social, costumava aparecer de forma genérica, resumido a voluntariado, doações e campanhas pontuais. Esse cenário está mudando. Clientes e os próprios profissionais passaram a olhar com mais rigor para a forma como as empresas tratam as pessoas que sustentam o negócio todos os dias.

Neste artigo será abordado como o investimento em saúde preventiva feminina se conecta diretamente ao pilar social do ESG, de que maneira ele pode ser traduzido em indicadores mensuráveis e por que esse tema merece ser tratado com a devida atenção.

O que o "S" do ESG realmente mede

Este pilar social avalia a relação da empresa com seus públicos: colaboradores, fornecedores, clientes e comunidades. No que diz respeito à força de trabalho, os temas centrais costumam ser saúde e segurança ocupacional, diversidade e inclusão, equidade salarial, desenvolvimento profissional, clima organizacional e qualidade de vida.

Os principais referenciais de relato adotados no mercado, reservam espaço específico para saúde e segurança do trabalho. No Brasil, o avanço da regulamentação de divulgação de informações de sustentabilidade, alinhada aos padrões internacionais do ISSB, reforça a tendência de que dados sociais deixem de ser meramente narrativos e passem a ser comparáveis, auditáveis e cobrados com a mesma seriedade que os dados financeiros.

Isso significa que a empresa que quer demonstrar maturidade no "S" precisa ir além de declarações de intenção. É necessário apresentar programas estruturados, metas claras e resultados acompanhados ao longo do tempo. E é justamente aí que a saúde preventiva feminina se torna um diferencial concreto.

Por que a saúde feminina é um tema de gestão?

As mulheres têm necessidades de saúde específicas ao longo da vida profissional, desde a saúde ginecológica e reprodutiva até a prevenção de cânceres de maior incidência entre elas, como o de mama e o de colo do útero, passando pela gestação, pelo pós-parto, pela menopausa e pelas condições que afetam a saúde mental. Além disso, muitas colaboradoras acumulam a jornada de trabalho com responsabilidades de cuidado com filhos, familiares e a casa, o que, na prática, costuma deixar o próprio autocuidado em segundo plano.

Situações que acabam resultando em: consultas e exames de rotina adiados, sintomas  ignorados e diagnósticos tardios, quando o tratamento é mais complexo, mais longo e mais caro. Para a colaboradora, isso representa impacto na saúde, na rotina e na carreira. Para a empresa, traduz-se em afastamentos prolongados, queda de produtividade, aumento e perda de profissionais experientes. Quando a gestão assume um papel ativo na prevenção, ela altera essa lógica. Em vez de reagir ao problema depois que ele se instala, cria condições para que o cuidado aconteça previamente, de uma forma acessível e sem que a colaboradora precise escolher entre a própria saúde e o trabalho.

Ações que transformam intenção em prática

Um programa consistente de saúde preventiva feminina não precisa começar de forma grandiosa, mas precisa ser contínuo. Algumas frentes têm se mostrado especialmente relevantes:

  • Calendário de saúde durante todo o ano: campanhas como o Outubro Rosa, dedicado à prevenção do câncer de mama, são importantes, mas perdem força quando concentradas em um único mês. O ideal é distribuir ações ao longo do ano, abordando diferentes temas.
  • Facilitação do acesso a exames: parcerias com clínicas, convênios e ações de saúde no local de trabalho, além de flexibilidade de horário para consultas e exames, reduzem barreiras práticas ao cuidado.
  • Informação de qualidade: palestras, materiais educativos e rodas de conversa conduzidas por profissionais de saúde ajudam a combater tabus e desinformação, inclusive sobre temas como menopausa, endometriose e saúde mental.
  • Apoio à maternidade e ao retorno ao trabalho: políticas claras de acolhimento na gestação, no pós-parto e na amamentação demonstram respeito às fases da vida e contribuem para a permanência das profissionais.
  • Cuidado com a saúde mental: a sobrecarga emocional e a dupla jornada são fatores de adoecimento. Canais de escuta e apoio psicológico completam a visão integral de saúde.
  • Privacidade e confiança: É indispensável garantir sigilo e tratar os dados de saúde em conformidade com a LGPD.

O "S" do ESG é, talvez, o pilar mais humano e, ao mesmo tempo, um dos mais estratégicos.

Investir na saúde preventiva das colaboradoras é reconhecer que o desempenho de uma organização depende diretamente do bem-estar de quem a constrói, e que cuidar das mulheres é cuidar de uma parcela essencial da força de trabalho, da cultura e dos resultados do negócio.

Ao transformar a prevenção em política permanente, a empresa fortalece seus indicadores sociais, reduz riscos, amplia a retenção de talentos e constrói uma reputação sólida perante o mercado e os investidores. Mais do que atender a uma exigência, trata-se de adotar uma visão de longo prazo, na qual saúde, equidade e sustentabilidade caminham juntas. Cuidar da saúde das mulheres é um passo decisivo para construir ambientes de trabalho mais saudáveis, inclusivos e preparados para os desafios do futuro.

A EDC Group assume o compromisso de gerar um impacto positivo e sustentável no mercado. Com esse objetivo a instituição através de processos validados pela certificação ISO 9001, incorporamos diretrizes estratégicas de ESG que priorizam a igualdade de oportunidades, a proteção ao meio ambiente e a governança ética em todas as nossas operações. Conheça detalhadamente as nossas ações e políticas no Portal de ESG da EDC Group.
 

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O que é Literacia de dados no RH? Transforme People Analytics em Ação Estratégica

Toda área de RH hoje coleta dados.Os números estão nas planilhas, nos sistemas e, muitas vezes, em dashboards bonitos. O problema é que ter dados não é o mesmo que usar esses dados. Existe um abismo real entre coletar uma métrica e conseguir interpretá-la de forma a embasar uma decisão de negócio.
Neste artigo será refletido esse abismo que a literacia de dados no RH se propõe a fechar: a capacidade de ler um número, entender o que ele diz sobre a organização e transformar essa leitura em ação estratégica.

O que é literacia de dados no RH

Literacia de dados não significa virar analista ou dominar estatística avançada. Significa desenvolver a capacidade de fazer as perguntas certas diante de um número: por que esse índice subiu? Ele está relacionado a outro fator? O que ele representa para o negócio, e não apenas para o RH. Times de RH com literacia de dados param de tratar métricas como relatórios de prestação de contas e passam a tratá-las como pontos de partida para investigação e até  mudanças necessárias.

Do dado à hipótese: como interpretar métricas

Um número isolado raramente conta a história completa. Um aumento no turnover, por exemplo, pode ter várias origens: liderança, remuneração, carga de trabalho, falta de perspectiva de crescimento. O passo seguinte à coleta é a formulação de hipóteses testáveis. Em vez de apresentar "o turnover subiu 8% no trimestre", a pergunta estratégica é: "essa alta está concentrada em qual área, qual liderança, qual faixa de tempo de casa?" Cruzar turnover com eNPS e absenteísmo, por área e por gestor, costuma revelar padrões que uma métrica sozinha é difícil de ser compreensiva de primeira vista.

Construindo dashboards operacionais que fazem sentido

Um dashboard eficiente não é aquele com mais gráficos ou aparentemente bonito, mas aquele que responde às perguntas corretas com rapidez. Vale seguir três princípios simples: 

  •  Definir poucos indicadores-chave por painel  sempre ligados a uma decisão possível;
  • Segmentar os dados por área, liderança e senioridade, para permitir comparações; 
  • Manter a atualização periódica, para que o painel reflita a realidade operacional, não um retrato antigo. 


Dashboards operacionais bem construídos servem ao gestor de RH no dia a dia, permitindo agir antes que um problema se torne crise.

Apresentando relatórios com impacto no board executivo

O board não quer ver todos os números que o RH acompanha, quer entender o que esses números significam para o negócio. Isso exige tradução: transformar taxa de absenteísmo em impacto sobre produtividade e custo operacional, transformar eNPS em risco de retenção de talentos-chave, transformar turnover em custo de reposição. Relatórios com impacto seguem uma estrutura simples: contexto do problema, dado que sustenta a hipótese, recomendação de ação e resultado esperado. Com menos slides e mais clareza.

Na EDC Group, entendemos que essas práticas deixaram de ser um diferencial e passaram a ser parte essencial da atuação estratégica do RH. Acreditamos que investir em literacia de dados é o caminho para que a área conquiste um lugar mais relevante nas discussões de negócio, com relatórios que geram decisões, não apenas registros. É uma mudança de mentalidade que para qualquer instituição pode fazer toda a diferença.
 

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O Elo Que Sustenta a Operação: Como o RH Pode Fortalecer o Middle Management

Gestores de primeira linha e gerentes médios ocupam uma posição pouco confortável dentro das organizações. Eles respondem por resultados definidos lá em cima, mas também precisam sustentar as situações do dia a dia das equipes lá embaixo. São eles que traduzem metas em rotina, de trabalho na prática e que absorvem o impacto de cada nova ferramenta tecnológica implementada na empresa. Esse papel de "tradutor" entre estratégia e operação exige energia constante e, quando não recebe apoio estruturado, justamente essa camada que mais adoece silenciosamente.
Neste artigo será abordado como o cuidado do RH para o middle management (gestão intermediária) merece sua devida relevância e ser vista como uma decisão estratégica.

A pressão por metas sem suporte resulta em desgaste

Cobrar resultados é parte natural da gestão. O problema surge quando a cobrança chega sem contexto, sem recursos e sem espaço para diálogo. Gerentes médios costumam repassar metas que não ajudaram a construir, o que os coloca em uma posição frágil diante das próprias equipes. O RH pode reduzir esse desgaste com a criação de momentos regulares de alinhamento semanais entre liderança sênior e média, onde metas sejam discutidas, não apenas anunciadas.

Modelos híbridos exigem regras claras, não improviso

A gestão de equipes híbridas ou presenciais recai quase sempre sobre o gestor direto, que precisa equilibrar produtividade, presença e bem-estar sem diretrizes muito específicas. Isso resulta em decisões não esclarecidas e desgaste com as equipes. Nesta situação é preciso que a equipe de RH ofereça políticas claras de trabalho híbrido, com critérios objetivos, para que o gestor aplique regras da empresa, e não regras propriamente estabelecidas, criadas na tentativa de resolver problemas sozinho.

Novas ferramentas tecnológicas pedem capacitação, não apenas acesso

Quando uma nova tecnologia é implementada, o gestor médio costuma ser o primeiro a precisar dominá-la e, ao mesmo tempo, ensinar sua equipe a usá-la. Sem o devido treinamento, essa dupla função do gestor vira fonte extra de ansiedade. Programas de capacitação bem estruturados e adequados ao tempo que a pessoa pode dedicar á isso, auxilia o gestor e o faz se sentir preparado antes de precisar preparar os outros.

Multiplicadores de cultura precisam ser cuidados primeiro

Gestores médios são, na prática, os maiores disseminadores da cultura organizacional, é por meio deles que os valores da empresa chegam (ou não) até o time. Para que cumpram esse papel de forma saudável e constante, o investimento em rodas de escuta, mentorias entre pares e canais diretos de suporte emocional e profissional é essencial. Um gestor que se sente amparado tem muito mais condições de amparar sua equipe.
Investir no middle management é investir na espinha dorsal da operação. Na EDC Group, entendemos que essas táticas de suporte claro em metas, políticas bem definidas, capacitação tecnológica real e cuidado ativo com quem multiplica a cultura da empresa, fazem diferença concreta na saúde organizacional. Tendo a realização de alinhamentos semanais da gestão com a liderança é possível compreender o quão importante é cuidar de quem sustenta, todos os dias, a ponte entre estratégia e resultado.
 

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