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Desengajamento no trabalho gera perdas de R$ 2,3 trilhões

A queda nos níveis de engajamento no trabalho alerta as empresas sobre a importância de políticas internas que valorizem o colaborador e estimulem o desenvolvimento pessoal

Por EDC Group | Publicado em 31/03/2026
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A falta de engajamento dos trabalhadores já custa caro às empresas e à economia global. Segundo o relatório State of the Global Workplace, da Gallup, o desinteresse dos funcionários no ambiente de trabalho gerou perdas de US$ 438 bilhões no mundo, o equivalente a cerca de R$ 2,3 trilhões na cotação atual.

No mesmo levantamento, a taxa global de engajamento caiu de 23% para 21%, acendendo um alerta para os impactos sobre produtividade, rotatividade e ausências no trabalho.

Engajamento no mercado de trabalho brasileiro

O relatório People at Work 2025, da ADP Research, destaca o Brasil como o terceiro país do ranking de trabalhadores mais engajados, com uma média de 27%.

A taxa de engajamento é maior entre os homens (32%) do que entre as mulheres (22%), conforme aponta o levantamento.

Apesar de estarem acima da média global indicada pela Gallup, os índices nacionais ainda não representam uma conexão fora da curva com o trabalho no mercado interno.

Esse cenário gera comportamentos que, muitas vezes, são invisíveis para o RH, como o desejo de mudar de empresa, a pesquisa por novas vagas e até a participação em entrevistas, mesmo estando empregado.

A falta de engajamento também está associada a outra conduta que se popularizou graças à internet: o quiet quitting, ou, em português, demissão silenciosa.

Em vez de uma conexão total com o trabalho, os colaboradores passam a fazer apenas o necessário. Os principais motivos são a preservação do bem-estar e da vida pessoal, além da tentativa de evitar o burnout.

Mulheres são as mais sobrecarregadas

Segundo dados do EDC Group para a Forbes, 12% da força de trabalho brasileira adota o quiet quitting, especialmente entre profissionais da Geração Z. A pesquisa também destaca a tendência à sobrecarga no mercado brasileiro, caracterizada por jornadas de trabalho exaustivas, muitas vezes sem remuneração adequada.

Dos 19,51% que afirmaram se sentir angustiados, desmotivados e sobrecarregados em suas posições, o grupo mais impactado é o das mulheres entre 25 e 34 anos.

Esse contexto nacional ilustra o quanto é essencial equilibrar as relações de trabalho e oferecer condições adequadas para que o colaborador se engaje de forma espontânea.

Fatores que contribuem para a falta de engajamento

As causas da falta de engajamento variam de empresa para empresa. Embora muitas organizações resistam a investigar esses fatores, não há outro caminho senão identificar os erros atuais na gestão de pessoas.

Uma pesquisa do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP) apontou como principais causas de insatisfação no trabalho:

  • salários baixos ou benefícios insuficientes (59,3%);
  • falta de oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional (48,1%);
  • ausência de ações de reconhecimento ou valorização pelo trabalho realizado (48,1%);
  • liderança ou gestão inadequada (44,4%);
  • ambiente de trabalho tóxico/relações difíceis com colegas (14,8%).

    Diante desse cenário, 80% dos entrevistados partem em busca de novas oportunidades no mercado, principalmente os profissionais mais jovens, entre 20 e 30 anos.

Esse movimento soa como um alerta para as empresas, já que o turnover em massa gera um impacto financeiro elevado, além do custo imensurável da perda de talentos estratégicos.

Gestores e profissionais de RH, especialmente, enfrentam um grande desafio: integrar os colaboradores e compreender o que é essencial para cada indivíduo.

Funcionários engajados produzem melhores resultados de negócios e geram um impacto mensurável no desempenho e no clima organizacional, fatores estratégicos para o sucesso de qualquer empresa.

Estratégias para aumentar o engajamento dos funcionários

Reverter um cenário de baixo engajamento exige estratégia e conhecimento sobre os fatores que geram insatisfação. Entre as principais ações, destacam-se:

Oferecer salário emocional

A remuneração financeira justa é indispensável, mas os profissionais também valorizam benefícios intangíveis, como day off, programas de saúde mental, home office e regras de vestuário mais flexíveis.

Além da remuneração, a oferta de benefícios que complementam o pagamento já têm comprovado a maior eficiência das equipes de trabalho. No entanto, é preciso atenção aos procedimentos para a sua implementação. No blog da Ticket, por exemplo, é possível ver as regras para o vale-refeição, um dos preferidos entre os benefícios ao trabalhador.

Treinar e capacitar as lideranças

As habilidades de gestão e o comportamento dos líderes impactam diretamente o bem-estar das equipes. Por isso, é fundamental investir em treinamentos que ajudem os gestores a exercer uma liderança alinhada à cultura organizacional.

Incentivar o bem-estar físico e emocional

A longo prazo, uma cultura de pressão excessiva por resultados compromete a saúde física e mental dos colaboradores. Para equilibrar essas demandas, o RH pode oferecer iniciativas como incentivo à terapia, prática de atividades físicas e pausas adequadas.

Papel dos benefícios corporativos no engajamento e satisfação

O engajamento no trabalho se fortalece quando o colaborador se sente reconhecido e valorizado pela empresa.

Uma das estratégias que contribuem para esse resultado é o investimento em um pacote de benefícios corporativos que atenda às necessidades reais da equipe no dia a dia.

Desde soluções de alimentação até suporte para o trabalho remoto e opções que facilitem a mobilidade, o programa pode englobar diversos tipos de auxílio.

O sucesso dessa estratégia depende da escuta ativa do RH, que, em vez de apresentar um formato pronto, abre espaço para que os colaboradores opinem sobre onde a empresa deve investir.

Essa participação gera um sentimento de inclusão que contribui para aumentar o engajamento e a satisfação dos profissionais, não apenas com o trabalho, mas também com os valores da organização.

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Trabalho Temporário na Era da Sazonalidade: Estratégias de Atração e Onboarding Ágil para Demandas de Pico de Mercado

Black Friday, Natal, Dia das Mães, safras agrícolas, férias escolares, fechamento de balanços: o calendário do mercado brasileiro é cheio de picos de demanda. E nesses períodos, o volume de pedidos, atendimentos e entregas cresce rapidamente, uma equipe fixa, por melhor que seja, nem sempre consegue absorver e lidar totalmente sem queda de qualidade ou sobrecarga. É aí que o trabalho temporário se consolida como solução estratégica. Mas contratar às pressas, sem planejamento, costuma gerar retrabalho, rotatividade e experiências ruins, tanto para o cliente quanto para o profissional.

Em um cenário em que o tempo é escasso, a diferença está em atrair bem e integrar rápido. Este artigo apresentará a seguir caminhos práticos para o bom resultado dessas demandas que se fazem presente no cenário atual de tantas empresas.

Antecipe a demanda: o planejamento começa antes do pico

A sazonalidade, por definição, é previsível. Isso significa que a contratação temporária não deveria ser uma resposta de emergência. O primeiro passo é utilizar o histórico dos últimos ciclos para estimar o volume de profissionais necessário, as funções críticas e as datas de início e fim de cada contrato. Seguindo com o mapeamento de quais áreas sofrem mais pressão em cada período do ano, quantas pessoas foram necessárias nos ciclos anteriores e se foram suficientes para as demandas anteriores e finalizando com o entendimento de quanto tempo o processo seletivo levou da abertura da vaga à primeira entrega do profissional. Com essas respostas em mãos, é possível abrir o processo com semanas de antecedência.

Construa uma proposta de valor atraente, mesmo para vagas de curta duração

Existe a ideia de que o profissional temporário busca apenas "um bico". Na prática, muita gente escolhe o trabalho temporário para ganhar experiência, complementar a renda, voltar ao mercado ou abrir portas para a efetivação. A comunicação clara e objetiva melhora o processo de captação de talentos. A linguagem importa e pode ser utilizada como apreço pela transparência de uma empresa através do anúncio:descrições diretas, humanas e sem jargões atraem mais candidatos qualificados,  informando duração do contrato, jornada, remuneração e benefícios.

Um banco de talentos sempre aquecido

Quem já trabalhou bem com a empresa em um pico anterior é o candidato ideal para o próximo. Manter um cadastro organizado de profissionais com bom desempenho reduz drasticamente o tempo de contratação e o custo de treinamento. Essa é a importância de prezar por boas conexões, mantendo contato período e informativo.

Seleção ágil, mas criteriosa

Rapidez não pode significar descuido. O segredo é desenhar um processo enxuto, focado no que realmente importa para a função temporária. Isso costuma envolver uma triagem inicial por critérios objetivos, como disponibilidade, experiência e localização, seguida de entrevistas curtas e estruturadas, presenciais ou por vídeo. Quando a função exigir, testes práticos simples ajudam a validar as habilidades, e a conferência documental deve ser organizada e antecipada. Quanto menos etapas redundantes, menor a chance de perder bons candidatos para concorrentes que disputam a mesma mão de obra no mesmo período.

Onboarding ágil: os primeiros dias definem o resultado

Um onboarding rápido, mas não superficial. Um bom modelo começa antes do primeiro dia, com o uso da tecnologia atitudes como envio de mensagem ou e-mail de informações sobre endereço, horário, vestimenta, documentos e quem vai recebê-lo, facilitam essa etapa. Na chegada, as boas-vindas devem ser estruturadas, com apresentação da equipe, do gestor direto e do espaço de trabalho. O treinamento deve focar no essencial para a função, com materiais curtos, checklists e vídeos objetivos. Designar um "padrinho" ou mentor, um colega experiente que tire dúvidas no dia a dia, acelera a curva de aprendizado e transmite acolhimento. Por fim, uma conversa breve de feedback ao fim da primeira semana ajusta a rota antes que pequenos problemas se tornem grandes.

Cultura e engajamento também valem para o temporário

O profissional temporário que se sente parte do time entrega mais, falta menos e representa melhor a marca. Incluí-lo em reuniões de alinhamento, reconhecer bons resultados e tratá-lo com o mesmo respeito dado à equipe fixa gera um ciclo positivo. Além disso, esse cuidado fortalece a imagem da empresa como empregadora, o que facilita novas contratações nos próximos picos.

Conte com um parceiro especializado

Gerenciar recrutamento, seleção, contratação, documentação e acompanhamento em paralelo à operação em alta temporada pode sobrecarregar o RH. Por isso, muitas empresas optam por parceiros especializados.

A EDC Group fornece serviço de trabalho temporário, apoiando as empresas na reposição e no reforço de equipes em períodos de pico, com agilidade na busca e no encaminhamento de profissionais e atenção às exigências legais da modalidade. Com um parceiro assim, a empresa ganha flexibilidade para crescer na alta demanda sem comprometer a qualidade do atendimento e sem inflar a estrutura fixa.

As empresas que se destacam nos períodos de pico são aquelas que tratam o profissional temporário como parte da estratégia, e não como solução de última hora. Quando atrair e integrar bem se tornam rotina, cada novo ciclo sazonal deixa de ser um desafio e passa a ser uma oportunidade de crescer. A sazonalidade não precisa ser sinônimo de caos. Com planejamento antecipado, uma proposta de valor clara, um banco de talentos ativo, seleção objetiva e onboarding bem desenhado, o trabalho temporário se transforma em uma alavanca de competitividade, e não em um improviso caro.
 

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